Você vai caminhar pelas trilhas da selva de Muyil com um guia maia que entende tudo de pássaros, avistar flashes de cor nos manguezais e compartilhar uma refeição tradicional ao ar livre. Prepare-se para sapatos enlameados, risadas com nomes difíceis e momentos de silêncio que ficam na memória.
Logo de cara, o que mais me chamou atenção foi a luz que atravessava a copa das árvores em Muyil — parecia que alguém esqueceu de desligar o filtro verde. Mal tínhamos começado a andar quando o Eddy, nosso guia (maia e que conhece cada canto), parou a gente no meio do passo. Ele apontou para um flash amarelo — um tipo de sanhaço, disse ele, mas eu ainda tentava recuperar o fôlego da umidade e daquele cheiro de terra molhada que só tem na selva. Meus sapatos já estavam enlameados. O Eddy riu e disse que isso dava sorte para quem gosta de observar pássaros. Talvez só estivesse querendo animar a gente.
Andamos entre trechos de selva baixa e média, depois entramos nos manguezais, onde o chão parecia mais macio. Teve momentos em que tudo ficava quieto, só se ouvia o canto distante dos pássaros — o Eddy parava, escutava com atenção e de repente fazia sinal para a gente olhar para cima ou se agachar. Em um momento, ele imitou um canto tão bem que pensei que era outro guia brincando atrás das árvores. Os pássaros aqui não posam para foto; você tem que conquistar esses vislumbres. Tentei falar o nome de um deles em espanhol — o Eddy sorriu e balançou a cabeça, provavelmente me poupando de passar vergonha.
O almoço foi simples, mas perfeito — algo tradicional com um sabor defumado e doce ao mesmo tempo (confesso que nunca descobri todos os ingredientes). Comemos juntos numa clareira enquanto o Eddy contava histórias de quando cresceu ali perto e o que essa floresta significa para a família dele. Não é só riscar nomes numa lista de pássaros; é como se você estivesse emprestando memórias de outra pessoa por um dia. O sol já estava mais forte, o suor misturado com repelente escorrendo na pele, mas ninguém parecia se importar muito.
Ainda penso naquele silêncio depois do almoço — até os pássaros pareciam tirar um descanso antes da gente voltar por Muyil. Não sei se foi a comida ou estar longe do barulho das estradas, mas aquela sensação ficou comigo mais tempo do que eu esperava.
Não, o transporte não está incluído, mas pode ser organizado após a reserva entrando em contato com o operador.
O passeio acontece na região de Muyil, em Sian Ka'an, explorando áreas de selva e manguezais.
Inclui uma refeição tradicional servida durante o dia como parte da experiência.
Bebês e crianças pequenas podem participar; carrinhos são permitidos e os bebês devem ficar no colo de um adulto.
Não, não é recomendado para gestantes devido às condições das caminhadas.
Sim, animais de serviço são permitidos neste passeio.
É necessário ter preparo físico moderado, pois há caminhadas em terreno de selva.
Seu dia inclui caminhadas guiadas pelas trilhas da selva e manguezais de Muyil com um guia maia experiente que compartilha histórias pelo caminho, além de um almoço tradicional ao ar livre antes do retorno — o transporte não está incluído, mas pode ser organizado separadamente se necessário.
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