Você vai acelerar por trilhas na selva de ATV perto de Playa del Carmen, deslizar na tirolesa acima das árvores e se refrescar com mergulhos em dois cenotes cristalinos. Um guia local acompanha cada passo — incluindo uma cerimônia maia de purificação com fumaça de copal — para que você tenha momentos de emoção e também de paz para guardar na memória.
O passeio dura cerca de 4 horas do início ao fim.
Sim, você vai nadar em dois cenotes diferentes durante o passeio.
O passeio inclui transporte; confirme os pontos de coleta com o fornecedor.
Sim, os guias ajudam todos os níveis — até quem nunca pilotou pode participar com segurança.
Não há almoço incluso, mas água mineral é fornecida.
Leve roupa de banho e toalha; o resto é fornecido.
O passeio é para todos os níveis de preparo físico, mas não é recomendado para grávidas ou pessoas com problemas na coluna ou coração.
Sim, há uma descida de rapel de 3 metros.
Seu dia inclui água mineral durante toda a aventura e transporte em veículo com ar-condicionado entre as atividades, como passeio de ATV, tirolesa sobre a copa da selva, rapel em uma parede, banho em dois cenotes refrescantes e uma cerimônia tradicional maia de purificação antes de voltar, sentindo-se ao mesmo tempo energizado e em paz.
Confesso que fiquei um pouco nervoso ao pilotar um ATV pela selva perto de Playa del Carmen. Minha última “aventura” terminou com um pneu furado e umas galinhas bem confusas em Portugal. Mas nosso guia, Carlos, só sorriu e me entregou um capacete — disse que eu pegaria o jeito rapidinho. O caminho começou tranquilo, com verde por todos os lados e um cheiro de terra molhada que lembrava chuva, mesmo sem chover há dias. Os ATVs faziam barulho, mas de um jeito que parecia certo — como se fosse pra gente fazer barulho ali.
Paramos numa clareira onde dava pra ouvir os pássaros brigando lá no alto (Carlos falou que um deles era um motmot, nome que até hoje não consigo pronunciar direito). Depois veio a parte da tirolesa. Pra ser sincero, quase desisti quando vi a altura — minhas pernas ficaram meio dormentes. Mas depois que você se prende, não tem volta, então lá fui eu. Por um instante você só vê as copas das árvores e aí vem o vento e os gritos (os meus, principalmente). Acaba rápido demais, mas o coração fica acelerado por um bom tempo depois.
Depois foi a hora de nadar nos cenotes — na verdade, em dois, o que me surpreendeu. A água era gelada a ponto de tirar o fôlego; você sente cada pedaço da pele despertando. Tinha um cheiro leve de minerais no ar e a luz do sol refletindo nas pedras debaixo d’água. Alguns se arriscaram a pular das pedras (eu não), outros ficaram só flutuando em silêncio. Em certo momento, o grupo ficou quieto — talvez cada um perdido nos próprios pensamentos ou só recuperando o fôlego.
A cerimônia de purificação maia no final foi mais profunda do que eu esperava. A fumaça do copal envolvia a gente enquanto o guia explicava o significado para os locais — não era só um show para turistas, mas algo real, feito para marcar momentos importantes ou pedir proteção. Não entendi tudo, mas aquilo ficou comigo — tem algo de muito especial em ficar parado depois de tanta adrenalina, sabe?
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