Você vai navegar pela Lagoa de Bacalar num catamarã privado com um capitão local, deslizando entre manguezais e parando para mergulhos em cenotes cristalinos. Prove frutas frescas da estação no convés e observe aves no santuário da ilha. Prepare-se para risadas, silêncios tranquilos e momentos que ficam na memória muito depois de secar o corpo.
A duração exata não está especificada, mas espere várias horas com várias paradas para mergulho e observação de aves.
Não há menção de traslado; o ponto de encontro é na Lagoa Bertilla.
Você verá aves locais e migratórias na Ilha dos Pássaros; os guias ajudam a identificar durante o trajeto.
Sim, água mineral e frutas frescas da estação estão incluídas durante o passeio.
Bebês são permitidos se estiverem no colo de um adulto; assentos especiais para bebês estão disponíveis se necessário.
Sim, há paradas para mergulho em águas cristalinas perto dos cenotes e da Ilha dos Pássaros.
O passeio é conduzido por uma capitã local que conhece bem o ecossistema da lagoa de Bacalar.
Não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou cardiovasculares.
Seu dia inclui um passeio privado de catamarã com a Capitã Sara na Lagoa Bertilla, água mineral fresca durante toda a jornada, frutas exóticas da estação preparadas a bordo nas paradas para mergulho, além de tempo para observação de aves na Ilha dos Pássaros antes de voltar pelas águas brilhantes de Bacalar.
“Aqui não tem motor — só o vento e a gente,” sorriu a Capitã Sara enquanto subíamos no catamarã dela na Lagoa Bertilla. Gostei dela na hora. Ela me entregou um chapéu já meio gasto pelo sol e mostrou como sentar para não virar o barco (quase virei, mesmo assim). A água tinha aquele azul inacreditável que só se vê em cartão-postal, mas que a gente nunca espera encontrar de verdade. Enquanto navegávamos para o sul, rumo aos cenotes Esmeralda e Cocalítos, o ar trazia um cheiro doce, talvez dos manguezais? Eu ouvia pássaros que não conseguia identificar, mas a Sara sabia. Ela só apontava: “Martim-pescador,” dizia, e lá estava ele, voando rápido como se tivesse um compromisso melhor.
O silêncio lá fora é meio estranho no começo — sem barulho de motor, só o ranger das velas e pequenos respingos na lateral do barco. Paramos num píer abandonado, onde a madeira estava quente sob meus pés. Enquanto a Sara cortava pedaços de graviola e mamão (ela me deixou tentar falar “graviola” — eu arruinei a palavra e ela riu), eu pulei na água. Estava mais fria do que eu imaginava, mas tão transparente que dava para ver os dedos mexendo. A fruta tinha um sabor que não tem igual em casa — doce na medida certa, quase cremosa? Difícil explicar, só estando lá pra entender.
Depois seguimos para a Ilha dos Pássaros. Tinha tanta ave — dizem que algumas vêm até do Canadá — e a Sara nos contou quais estavam fazendo ninho naquele momento. Nadamos de novo, dessa vez com a luz dourada refletindo na água e meu cabelo cheio de sal. No caminho de volta, Bacalar parecia diferente, como se tivesse mexido comigo de algum jeito. Ainda lembro daquele trecho silencioso entre os manguezais, onde até a nossa voz parecia alta demais, sabe?

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