Deixe Guadalajara para trás e sinta a brisa do Lago de Chapala e as ruas coloridas de Ajijic neste passeio de um dia com guia local, almoço à beira do lago, paradas para doces tradicionais e histórias da cultura Charrería — um verdadeiro sabor de Jalisco além da cidade.
Saímos de Guadalajara logo após o nascer do sol, a van ronronando baixinho enquanto deixávamos La Minerva para trás. Lembro que a cidade parecia outra naquela hora — mais calma, menos corrida. Nosso guia, Alejandro, cumprimentava todo mundo pelo nome (até hoje não sei como ele decorava todos) e distribuiu garrafinhas de água gelada. A primeira parada foi na loja Tres Potrillos do Vicente Fernández, onde Alejandro nos contou sobre a Charrería, que vai muito além de rodeios — é um universo cheio de tradição. Ele mostrou umas selas decoradas; passei a mão numa delas e o couro estava quente do sol. No ar, um leve cheiro de cavalo — confesso que gostei.
A viagem até o Lago de Chapala foi mais longa do que eu esperava, mas de um jeito que não cansou. Pela janela, flashes do lago azul, juncos verdes e alguns garças parados, parecendo estátuas. Quando chegamos à beira do lago, uma brisa fresca soprava — com um toque meio de peixe, mas gostosa — e vendedores ofereciam nozes caramelizadas sob guarda-sóis desbotados. Alejandro apontou algumas aves locais (já esqueci os nomes), e um cara ali tentou me vender fatias de manga com pimenta. Acabei cedendo — dedos grudados por uma hora, mas valeu a pena.
Ajijic é outra história. As ruas de pedra são tão irregulares que te mantêm alerta (cuidado com os tornozelos!), e cada muro parece pintado com cores vibrantes ou cheio de histórias antigas. Passamos por um grupo de senhorzinhos jogando dominó na frente de um café; um deles acenou pra gente e brincou que ia ensinar o “verdadeiro café mexicano”. O almoço foi no Piedra Barrenada, em Jocotepec — bem à beira da água — e até hoje lembro daqueles tacos de peixe grelhado. A salsa queimava, mas ninguém ligava; a Li, do nosso grupo, só ria com os olhos marejados.
Na volta para Guadalajara, paramos em barracas de doces na beira da estrada — fileiras de roll de goiaba rosa e barrinhas de coco embaladas em celofane. Comprei mais do que devia (sem arrependimentos). O sol já estava se pondo quando chegamos na cidade, todo mundo meio quieto, mas sorrindo daquele jeito cansado que só dá depois de um dia incrível. Às vezes, não é nem sobre o que você viu — é sobre quem você conheceu no caminho, ou talvez só aquela sensação de finalmente sentar à beira do lago, sem pressa nenhuma.
São cerca de 1 a 1,5 horas de van saindo do centro de Guadalajara até o Lago de Chapala.
Sim, o almoço está incluso em um restaurante à beira do lago, no Piedra Barrenada, em Jocotepec.
O passeio é conduzido por guias da Panoramex que falam espanhol; inglês pode estar disponível.
Sim, há tempo para visitar a loja Tres Potrillos do Vicente Fernández e barracas de doces na volta.
O passeio é acessível para cadeirantes e bebês podem ir em carrinhos; porém, as ruas de pedra podem ser desafiadoras para alguns.
O ponto de encontro é na La Minerva (C. Aurelio Aceves 225), não há busca direta no hotel.
Você terá tempo para explorar a vila de Ajijic após visitar o Lago de Chapala, antes do almoço.
O seu dia inclui transporte confortável em veículo com ar-condicionado saindo de Guadalajara, água mineral durante o trajeto, visita guiada à loja Tres Potrillos do Vicente Fernández, passeio pela orla do Lago de Chapala, caminhada pela vila de Ajijic, almoço à beira do lago no Piedra Barrenada em Jocotepec, paradas para doces tradicionais na volta e seguro viagem durante todo o passeio.
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