Você vai remar na Lagoa de Bacalar antes do sol nascer, guiado por um local que conhece cada curva da água. Nade no Cenote Esmeralda ao amanhecer e depois deslize ao som dos pássaros para um café da manhã flutuante. Momentos de paz, risadas e uma forma nova de começar o dia.
A atividade começa antes do nascer do sol; o horário exato é informado após a reserva.
Sim, todo o equipamento de segurança e remo está incluso.
Não precisa; há uma introdução e briefing de segurança no início.
Sim, um piquenique flutuante com frutas naturais e lanches saudáveis está incluído.
Não é recomendado para quem tem lesões na coluna ou problemas cardiovasculares.
Sim, os guias são bilíngues e falam fluentemente espanhol e inglês.
A duração total é de cerca de 3 horas do início ao fim.
Seu passeio inclui todo o equipamento de segurança para paddle ou caiaque, um guia bilíngue e simpático que conhece cada canto da Lagoa de Bacalar, além de lanches saudáveis e sucos naturais servidos num piquenique flutuante antes de voltar para a margem sentindo-se revigorado.
Já estávamos em movimento antes mesmo do sol aparecer — os pés pisando nas tábuas fresquinhas do deck da Casa China Bacalar, o ar ainda carregado daquele cheiro do lago, meio doce e terroso. Nosso guia, Diego, nos esperava sorrindo como quem já fez isso mil vezes (provavelmente já fez). Ele entregou os remos e coletes, deu uma rápida explicação em espanhol e inglês — meu cérebro até atrasou um pouco, mas não fez diferença. A água estava lisa como vidro. Eu ficava pensando que parecia coisa de mentira, como se alguém tivesse passado ferro só pra gente.
Partir rumo ao Cenote Esmeralda foi quase silencioso, só o som dos remos cortando a água — tem um silêncio estranho antes do amanhecer que deixa tudo mais nítido. Diego apontou onde o turquesa raso vira um azul profundo; ele chamou de “el espejo”, o espelho. Tentei tirar foto, mas sério? Não dá pra capturar a sensação dos braços pesados e leves ao mesmo tempo, nem como o ar muda quando o sol começa a colorir o céu. Paramos num cantinho — sem placa nem nada — e mergulhamos justo quando os primeiros raios alaranjados apareceram. Gelado no começo, depois quente nos ombros. Não esperava me sentir tão desperto.
Depois, remamos por um canal estreito cercado de verde emaranhado e pássaros acordando por todo lado — uns pequenininhos voando baixo perto das pranchas, outros fazendo uns sons engraçados (Diego sabia o nome de todos; eu já esqueci a maioria). Ele tirou frutas e pão de uma bandeja flutuante — nada chique, mas tudo parecia mais gostoso ali. O santuário de aves parecia outro mundo. Teve um momento de silêncio onde todo mundo só escutava as asas e o vento, quase ninguém falou nada. Ainda penso naquele silêncio às vezes.

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