Você vai pilotar quadriciclos pelas palmeiras de Marrakech com um guia local, depois saborear chá de hortelã numa tenda berbere antes de montar nos camelos para um passeio tranquilo entre as palmeiras. Inclui transfer do hotel para você relaxar e curtir o ritmo do deserto — não se surpreenda se lembrar desses momentos de silêncio por muito tempo.
A experiência dura cerca de 2 horas, incluindo as duas atividades.
Sim, o serviço de busca e retorno ao seu hotel está incluso.
Não precisa — antes de começar, há uma breve introdução sobre segurança.
Sim, um guia local acompanha tanto o passeio de quadriciclo quanto o de camelo.
Sim, você vai provar o tradicional chá de hortelã marroquino em ambiente berbere durante o tour.
Bebês e crianças pequenas podem participar; se necessário, podem ir em carrinho ou bebê conforto.
Use roupas confortáveis que possam sujar; capacetes e óculos são fornecidos.
A Palmeraie fica bem próxima à cidade, acessível rapidamente de carro com o motorista.
Seu dia inclui transfer do hotel ou riad em Marrakech com transporte climatizado, todo o equipamento para o passeio de quadriciclo (capacete e óculos), várias paradas para fotos nas trilhas do deserto e entre as palmeiras, meia hora de passeio de camelo com acompanhamento, além de tempo para relaxar tomando chá de hortelã marroquino numa cooperativa berbere antes de voltar ao seu alojamento.
Já estávamos pulando pelas bordas de Marrakech antes mesmo de eu terminar meu café — o motorista desviando do trânsito matinal, com as janelas abertas só o suficiente para entrar aquele ar seco da manhã. A cidade ficou para trás rápido, dando lugar a fileiras de palmeiras resistentes e poeira levantando atrás da gente. Na Palmeraie, nosso guia Youssef sorriu enquanto distribuía capacetes e óculos (os meus não paravam no lugar). Ele explicou o básico — acelerador aqui, freio ali — e logo estávamos acelerando os quadriciclos, motores ronronando sobre a areia firme e trilhas que serpenteavam entre cactos. Senti um cheiro doce no ar — talvez ervas selvagens? — e tentei não engolir muita poeira da roda do meu amigo.
Parávamos de vez em quando para fotos, que na verdade eram desculpa pra recuperar o fôlego. Youssef apontava casas berberes distantes escondidas entre as palmeiras. Contou que a família dele vive ali há gerações — o tio ainda cria cabras por aquelas bandas. Tentei perguntar sobre os frutos das palmeiras em francês; ele respondeu numa mistura de árabe com inglês, rindo quando eu trocava as palavras (cheguei a chamar o camelo de “chameau” uma hora). O sol já estava mais alto, mas ainda não fazia calor, só aquela luz que deixa tudo mais nítido.
Depois de estacionar os quadriciclos, entramos numa tenda baixa berbere onde o chá de hortelã esperava numa bandeja de prata meio gasta. O chá era doce e forte ao mesmo tempo — queimei a língua, mas nem liguei. Tinham também pratinhos com pão quentinho, vindo sabe-se lá de onde. Sentado de pernas cruzadas, ouvindo alguém dedilhar calmamente um instrumento que parecia um alaúde antigo, senti uma paz estranha. Aí vieram os camelos: mais altos do que eu imaginava e com olhos surpreendentemente dóceis. Subir foi meio atrapalhado (meu pé esquerdo ficou preso), mas quando começamos a andar entre as palmeiras, só se ouvia o rangido suave das selas e o som macio dos cascos na areia. Até hoje penso naquele ritmo lento quando o barulho da cidade fica demais.
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