Deixe Marrakech para trás e passe uma noite no deserto de Agafay — pilotando quadriciclos por trilhas rochosas, vendo o pôr do sol do lombo de um camelo, depois compartilhando risadas ao redor da fogueira com música berbere ao vivo e show de fogo, antes de um jantar marroquino à luz de velas. O deserto à noite tem uma energia que fica na memória muito depois de você ir embora.
O deserto de Agafay fica a cerca de 40 minutos de carro de Marrakech.
Sim, há um passeio duplo de quadriciclo de 40 minutos incluído se você escolher essa opção.
Não, não é necessário ter experiência; os guias ajudam antes de começar.
O passeio de camelo dura cerca de 20 minutos durante o pôr do sol.
O jantar inclui pratos tradicionais marroquinos: tagine, cuscuz, salada berbere, sopa e sobremesa.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel está incluído no tour.
Sim, você vai curtir música berbere, danças tradicionais e um show de fogo ao redor da fogueira.
Sim; bebês podem usar carrinhos ou assentos especiais, e há opções de transporte público próximas.
Sua noite inclui transporte de ida e volta do hotel em Marrakech até o deserto de Agafay, aventura de quadriciclo de 40 minutos (se escolhida), passeio de camelo ao pôr do sol pelas colinas rochosas, pausa para chá numa cooperativa local, música berbere ao vivo com show de fogo ao redor da fogueira, além de um jantar completo marroquino — tagine, cuscuz e salada — tudo isso antes de voltar para a cidade sob o céu estrelado do deserto.
Logo de cara, o que mais me chamou atenção foi a cor das pedras — parecia que alguém tinha derramado chá quente por todo o deserto de Agafay. Nosso motorista em Marrakech brincou dizendo que era um “estilo Saara”, mas garantiu que esse lugar tem uma vibe única. Quarenta minutos saindo da cidade e já parecia outro planeta. Os quadriciclos estavam prontos, motores ronronando e a poeira levantando em pequenos redemoinhos. Segurei firme no guidão, mais do que gostaria de admitir (meu amigo percebeu e riu da minha cara de bobo). O vento era seco e cortante, e meu lenço não parava de escorregar no nariz. Passamos por um grupo de cabras empoleiradas numa crista — como elas conseguem subir ali?
Depois dessa adrenalina, trocamos para os camelos. O meu se chamava Atlas, o que me fez rir, porque ele parecia bem mais calmo do que o nome sugere. O guia, Youssef, me ensinou a sentar para não escorregar quando o Atlas levantasse (quase caí, mas me segurei). O sol começou a derreter atrás das colinas de pedra — nada de dunas de areia, só ondas rochosas que brilhavam douradas. Tudo ficou em silêncio por um instante, só se ouvia o som suave dos camelos e uma música distante vindo de um acampamento lá embaixo. Foi aí que realmente percebi onde estava.
Mais tarde, ao redor da fogueira, músicos berberes tocaram ritmos que grudam na pele — tentei acompanhar batendo palmas, mas perdi o ritmo no meio. O show de fogo foi incrível; faíscas voando para todo lado enquanto tomávamos chá de hortelã, que tinha um sabor doce e terroso ao mesmo tempo. O jantar veio em etapas: cuscuz tão leve que quase flutuava no garfo, tagine borbulhando sob a tampa, saladas com aquele toque cítrico de limão. Comer à luz de velas naquela tenda foi relaxante e meio surreal — alguém riu perto e o som ecoou pelo ar frio do deserto.
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