Você vai atravessar cinco vales saindo de Marrakech rumo às Montanhas do Atlas com um guia local, visitando vilarejos berberes e fazendo trilhas até cachoeiras antes de compartilhar um almoço caseiro em uma casa de família. Prepare-se para o ar puro da montanha, momentos simples com os locais e paisagens que ficam na lembrança muito depois de voltar para a cidade.
O passeio é de dia inteiro, começando em Marrakech e retornando à noite após visitar cinco vales.
Sim, o almoço é servido na casa de uma família berbere durante o passeio.
Use calçados confortáveis com boa aderência; leve roupas em camadas, pois o clima nas montanhas muda rápido.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel em Marrakech está incluído.
A trilha tem dificuldade moderada; é necessário um preparo físico básico, mas famílias são bem-vindas.
O motorista/guia fala inglês (e outros idiomas); guias locais acompanham nos pontos principais.
Sim, refeições vegetarianas podem ser preparadas se solicitadas no momento da reserva.
Sim, paramos em mercados semanais (souks) dependendo do dia da visita.
O dia inclui transporte de ida e volta do hotel em Marrakech, todos os deslocamentos em minivan ou 4x4 com ar-condicionado e guia que fala inglês, caminhada guiada na área das cachoeiras do Vale de Ourika com água fornecida, paradas em mercados semanais quando disponíveis, além de um almoço completo tradicional na casa de uma família berbere — sopa, salada, tajine ou cuscuz, sobremesa de frutas, chá de hortelã marroquino e água mineral — tudo incluso antes do retorno à cidade.
Já estávamos saindo de Marrakech antes mesmo de eu estar totalmente acordado — nosso guia Youssef falava sobre os cinco vales e apontava para os primeiros sinais de verde lá fora pela janela. A cidade foi ficando para trás rápido. Em algum lugar depois de uma barraca na beira da estrada vendendo laranjas (ainda me arrependo de não ter comprado uma), chegamos ao Vale de Ourika. O ar da manhã tinha aquele cheiro fresco e puro que só se sente nas montanhas — um pouco frio no rosto, mas, sinceramente, foi um alívio depois do calor da cidade. Tinha um souk acontecendo; gente negociando legumes e especiarias, vozes subindo e descendo. Tentei dizer “shukran” para um senhor vendendo pão — ele sorriu e acenou como se eu fosse um primo perdido.
Subimos em direção às cachoeiras perto de Sitti Fadma com um guia local que parecia conhecer aquelas trilhas há uma vida inteira. Ele mostrava ervas selvagens pelo caminho — esmagou uma entre os dedos para a gente sentir o cheiro (acho que era tomilho ou talvez orégano?). A subida não foi difícil, mas escorreguei uma vez numa pedra molhada; todo mundo riu, inclusive eu. No topo, só tinha água correndo sobre as pedras e aquele silêncio que acontece quando todo mundo fica olhando para a mesma coisa por um instante. Não esperava me sentir tão em paz por dentro.
O almoço foi na casa de uma família berbere no vale de Ait Fares — mesas baixas, almofadas coloridas, um tajine cozinhando atrás de uma cortina. O filho pequeno aparecia na porta a cada poucos minutos até a mãe chamar ele de volta. Começamos com sopa e salada, depois veio o tajine de cordeiro tão macio que quase desmanchava no garfo. O chá de hortelã fechou a refeição; doce na medida certa para quase doer os dentes se você não tomasse cuidado. Enquanto comíamos, Youssef contava histórias da infância ali perto. Depois seguimos para os vales de Oukaimeden e Asni — campos de terra vermelha e plantações verdes contra aquelas montanhas enormes e ocres. É estranho como o silêncio domina o lugar, só quebrado pelo canto dos pássaros ou, às vezes, pelo sino distante de uma cabra.
Fico pensando naquela mesa de almoço: a luz do sol passando por vidros coloridos, o vapor subindo do cuscuz, a risada da avó em outro cômodo. Não é algo que dá para fotografar direito — só dá para guardar a sensação na memória.
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