Você vai seguir vielas sinuosas da medina de Fes com um guia local, assistir ao curtimento tradicional no curtume Chouara, tocar em azulejos centenários da Madrasa Al-Attarine e fazer uma pausa para chá de hortelã em cafés escondidos. Prepare-se para risadas, história e momentos que ficam na memória.
A duração exata não é especificada, mas espere passar várias horas explorando os principais pontos a pé com seu guia.
Sim, água engarrafada é fornecida como parte da experiência guiada.
Você vai conhecer o curtume Chouara, a Madrasa Al-Attarine, cooperativas de artesanato, santuários como a Zawiya de Ahmed Tijani e vielas históricas.
Sim, você vai encontrar artesãos naturalmente nas cooperativas e oficinas dentro da medina durante o passeio.
Sim, está incluído café ou chá de hortelã marroquino durante a visita.
Sim, há transporte público disponível perto da medina, onde os tours normalmente começam ou terminam.
O passeio é adequado para a maioria das pessoas, mas pode não ser ideal para quem tem problemas cardíacos, devido ao terreno irregular e escadas.
Seu dia inclui acompanhamento de um especialista local pelas ruas tortuosas da medina de Fes, água engarrafada sempre que precisar e uma parada para café ou chá de hortelã tradicional — o conforto certo entre tantas histórias e descobertas.
A primeira coisa que me marcou em Fes foi o som — não exatamente barulho, mas aquele murmúrio baixo de vozes e passos ecoando nas paredes de pedra. Nosso guia, Youssef, nos encontrou logo fora do Bab Boujloud. Ele me entregou uma garrafa de água (que agarrei como se fosse um salva-vidas — estava mais quente do que eu esperava) e sorriu enquanto o seguíamos para dentro da medina. As ruas são muito mais estreitas do que qualquer mapa mostra. Em um momento, um menino passou voando com um carrinho cheio de peles, gritando algo que não consegui entender. O ar mudava a cada poucos passos: um cheiro cítrico vindo de uma barraca, depois de repente o aroma forte de especiarias ou couro.
Eu já tinha lido sobre o curtume Chouara antes de chegar em Fes, mas nada te prepara para ficar em cima daqueles tanques — todas aquelas cores vibrantes e aquele cheiro (eles nos deram raminhos de hortelã para colocar no nariz; ajudou bastante). Youssef explicou como famílias trabalham aqui há séculos, usando os mesmos métodos tradicionais. Ele apontou para um homem de macacão azul que acenou para nós; pelo que disse, o pai e o avô dele também trabalharam nesses tanques. Seguimos para a Madrasa Al-Attarine, onde a luz do sol entrava pelas arcadas esculpidas e iluminava azulejos verdes tão detalhados que eu não conseguia parar de passar os dedos por eles, mesmo sabendo que não devia.
Teve um momento em uma viela mais tranquila em que uma senhora sorriu para mim enquanto arrumava cerâmicas — as mãos dela se moviam com tanta delicadeza que me fez desacelerar também. Youssef contou sobre Fatima al-Fihriya, que fundou a universidade mais antiga do mundo bem aqui em Fes (ele falou “construída por uma mulher!” com um orgulho que dava para sentir). Entramos em um café minúsculo para tomar chá de hortelã — sinceramente, depois de tanto andar, ele parecia ainda mais doce. No santuário Zawiya de Ahmed Tijani, as pessoas se moviam em silêncio ao nosso redor; até meu amigo, que costuma falar bastante, ficou quieto por um instante.
Até hoje lembro das ruas estreitas ao entardecer, quando tudo ficava dourado e azul e dava para ouvir orações vindo de algum lugar mais fundo na medina. Não tem como conhecer tudo em um passeio de um dia saindo de Fes, mas de alguma forma esse tour privado a pé fez parecer que a gente morava ali há anos — ou pelo menos tempo suficiente para querer voltar.

Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?