Você vai pilotar motos elétricas silenciosas de Essaouira até florestas de pinheiros, dunas e vilarejos berberes—com várias paradas para histórias e fotos. Prove óleo de argan fresco numa fazenda local, compartilhe chá e doces numa casa antiga e aproveite vistas incríveis de camelos na praia. É um passeio tranquilo, cheio de surpresas, que vai te fazer lembrar como é bom desacelerar.
Sim, tem uma sessão inicial com explicações e testes antes de sair—é acessível para todos os níveis.
O passeio inclui moto elétrica e capacete, guia local, chá e doces numa casa de fazenda, além de petiscos durante o trajeto.
O roteiro passa por vários pontos ao redor de Essaouira, como praias, dunas, florestas e vilarejos, e dura quase o dia todo.
O piloto precisa ter pelo menos 16 anos; não é recomendado para grávidas ou pessoas com problemas na coluna.
Sim—há uma parada numa produtora local para conhecer o óleo de argan cosmético e provar o amlou berbere.
Não, não há transporte do hotel; mas há opções de transporte público próximas para chegar ao local.
Sim—chá e doces são servidos numa casa tradicional, além de petiscos durante as paradas.
Seu dia inclui o uso de uma moto elétrica com capacete estilo vintage (ótimo para fotos), acompanhamento de um guia local por trilhas perto da Praia de Essaouira, paradas em mirantes da Ilha de Mogador e vilarejos berberes, degustação de pasta fresca de óleo de argan, além de chá e doces numa casa antiga antes de voltar para a cidade juntos.
Quase escolhi o capacete verde só para as fotos—tem algo no estilo vintage italiano no Marrocos que me fez rir. Nosso guia Youssef sorriu e me entregou as chaves da moto elétrica, fazendo uma rápida demonstração em francês e inglês. Confesso que fiquei nervoso (nunca tinha pilotado nada elétrico além de uma scooter em Berlim), mas depois de algumas voltas meio desajeitadas em frente à loja, tudo ficou surpreendentemente fácil. As motos são silenciosas—você realmente escuta o vento da Praia de Essaouira, e não só o barulho do motor. Isso me pegou de surpresa.
Saímos acelerando por trilhas de areia, passando por aqueles pinheiros Norfolk altos que parecem meio fora do lugar aqui. Youssef apontou para o mar e começou a contar histórias sobre a Ilha de Mogador—os antigos canhões ainda estão lá, pelo que disse—e depois paramos num jardim de esculturas selvagens (Barakat Mohammad? Acho que era esse o nome). O cheiro de sal e eucalipto estava no ar. Em um momento, cruzamos o Oued Ksob, onde camelos descansavam à beira da água; tentei tirar foto, mas eles só me encararam como quem já viu de tudo.
O caminho passa por pequenas aldeias berberes onde as crianças acenavam para a gente—uma menina gritou algo que não entendi, mas tinha um sorriso enorme no rosto. Aprendemos sobre a produção do óleo de argan com uma mulher que nos deixou provar amlou (é doce, com gosto de castanha, quase como pasta de amendoim, mas diferente). Depois veio o chá numa antiga casa de fazenda com janelas azuis; queimei a língua porque não consegui esperar. Depois, pilotar sob a sombra dos pinheiros em direção às dunas parecia coisa de filme—areia macia sob os pneus, o sol brincando entre os galhos. Tem um lugar onde dá pra ver kitesurfistas e camelos na praia ao mesmo tempo; até hoje lembro dessa paisagem.
Não sei se foi o ar do mar ou ficar horas longe do barulho do trânsito, mas quando voltamos para a cidade passando pelo Borj El Baroud e pelo grande letreiro “I love Essaouira” (sim, tiramos aquelas fotos meio bregas), me senti mais leve. Meu cabelo estava cheio de sal e poeira. Se você tem um pingo de curiosidade sobre fazer um passeio de moto elétrica por Essaouira, vale muito só pela variedade de paisagens. E, pra ser sincero? O doce servido no chá já é motivo suficiente.

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