Você vai montar camelos no deserto de Merzouga enquanto o céu muda de cor no pôr do sol, dormir em tendas privativas com camas de verdade, provar jantares berberes defumados à luz do fogo, se aventurar no sandboard (se tiver coragem ou for desastrado), acordar cedo para ver o nascer do sol nas dunas infinitas e ouvir música sob estrelas tão brilhantes que parecem de mentira.
Quando chegamos em Merzouga, meus sapatos já estavam cheios de areia e eu nem me importava — parecia que era ali meu lugar. Hassan nos recebeu na entrada do acampamento com aquele sorriso tranquilo de quem sabe que você está prestes a viver algo incrível. Tomamos chá de hortelã sob um céu dourado e logo subimos nos camelos que pareciam até entediados com a gente (confesso que entendo). O passeio durou mais do que eu esperava — uns 40 minutos? — mas o que ficou na minha cabeça foi o silêncio estranho do deserto e o guia apontando detalhes: uma trilha de besouro aqui, uma forma nas dunas ali. Em um momento, tentei sandboard; caí várias vezes, mas ri tanto que até doeu a barriga. O pôr do sol aconteceu devagar, sem pressa, preenchendo tudo ao redor.
De volta ao acampamento, o jantar tinha um sabor defumado e doce (tagine? Nunca consegui identificar tudo que tinha), e alguém me entregou um tambor antes que eu pudesse recusar. Os berberes tocavam música de verdade; eu só fazia barulho. Teve um momento em que tudo ficou em silêncio, só o estalar do fogo e um cachorro latindo longe — o céu estava tão cheio de estrelas que parecia mentira. Foi aí que um dos guias começou a contar histórias da infância por aquelas bandas; as mãos dele falavam mais que a boca. Pra ser sincero, não esperava me sentir tão à vontade dormindo numa barraca, mas era quentinha e maior que meu primeiro apartamento.
Na manhã seguinte, o frio era tanto que meus dentes batiam sozinhos. Acordamos antes do sol nascer porque, pelo visto, esse é o “ritual” dos passeios no deserto de Merzouga. Montar nos camelos enquanto tudo ainda estava azul acinzentado — não sei explicar, mas essa imagem ficou gravada mais do que qualquer foto. O café da manhã no acampamento era pão tão fresco que soltava vapor, acompanhado de um mel que tinha gosto de flor. Depois disso, tínhamos horas para fazer nada ou tudo: alguns foram tirar fotos ou tentar sandboard de novo; eu fiquei só sentado, tomando chá e vendo as sombras dançarem nas dunas.
Na última manhã, arrumar as coisas foi estranho — parecia que estávamos saindo no meio do filme. O guia acenou quando partimos (meu carro ainda coberto de poeira), e eu não parava de pensar no silêncio que tomava conta dali à noite. Se você tem pelo menos um pouco de curiosidade sobre como é passar duas noites num acampamento de luxo no deserto, bem… acho que é isso aqui.
O passeio de camelo leva cerca de 40 minutos em cada direção, para curtir o pôr ou nascer do sol nas dunas.
Não, o traslado não está incluído; os visitantes deixam o carro em estacionamento seguro próximo ao acampamento antes de começar.
Sim, jantares tradicionais marroquinos e cafés da manhã estão incluídos durante as duas noites.
Sim, há equipamentos para sandboard disponíveis para quem quiser se aventurar nas dunas perto do acampamento.
Sim, é ideal para famílias, grupos de amigos, estudantes ou casais que buscam aventura.
Sim — há água quente para banho e eletricidade para carregar celulares dentro da tenda privativa.
O passeio é indicado para a maioria das pessoas, mas não é recomendado para gestantes ou quem tem problemas cardíacos.
Sim — um guia berbere local acompanha os passeios de camelo e anima as noites com música tradicional no acampamento.
Sua experiência de duas noites no deserto de Merzouga inclui estacionamento seguro para seu carro ao lado do acampamento, tendas privativas de luxo com camas de verdade e eletricidade para carregar o celular, chuveiros quentes para se refrescar após as aventuras na areia, passeios guiados de camelo no coração do Sahara ao entardecer e amanhecer (com chances de ver o nascer e pôr do sol), todas as refeições — cafés da manhã fresquinhos e tagines defumados à luz do fogo — e bastante tempo para tentar sandboard ou simplesmente relaxar sob as estrelas ouvindo música berbere antes de voltar para a vila de Merzouga no último dia.
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