Você vai cavalgar camelos ao pôr do sol pelo deserto rochoso de Agafay, conhecer a produção de óleo de argan com os locais e curtir um jantar com música ao redor da fogueira sob as estrelas. Ideal para quem busca uma experiência autêntica, nada de roteiro turístico comum.
Sim! Crianças podem participar do passeio de camelo (com ajuda), e temos cadeirinhas para bebês se precisar. O jantar com show também é super familiar.
Claro! É só avisar no momento da reserva para prepararmos pratos vegetarianos para o jantar.
O passeio dura cerca de 6 horas, incluindo o transfer de ida e volta de Marrakech. Você volta para a cidade no começo da noite.
Use roupas confortáveis e calçados fechados — você vai passar a maior parte do tempo ao ar livre e pode esfriar depois do pôr do sol.
Seu passeio inclui transfer ida e volta do hotel em Marrakech em veículo com ar-condicionado, passeio guiado de camelo ao pôr do sol, visita prática a uma cooperativa de óleo de argan, jantar marroquino em três etapas (com opção vegetariana), água mineral e chá de hortelã — tudo com um guia local simpático para te acompanhar.
A primeira coisa que percebi ao sair de Marrakech foi como o barulho da cidade foi dando lugar ao silêncio aberto do deserto. Nosso motorista passou pelas bordas da cidade e logo a paisagem ficou cheia de pedras douradas — nada parecido com as dunas infinitas do Saara, mas ainda assim selvagem. Paramos numa pequena cooperativa de óleo de argan logo na saída da cidade. O cheiro dentro era doce e meio de noz, e Fatima, que toca o lugar com as irmãs, deixou a gente tentar espremer alguns grãos. Minhas mãos ficaram oleosas por um bom tempo depois disso.
No Agafay, os camelos esperavam perto de um muro baixo de pedra. O meu se chamava Mido — ele tinha o costume de virar a cabeça para me olhar a cada poucos passos. O sol começou a se pôr atrás das colinas enquanto cavalgávamos; já não estava tão quente, só aquele calor seco típico do fim da tarde. Nosso guia Youssef apontava pequenas flores silvestres entre as pedras — fáceis de passar batido se você não prestar atenção. Quando chegamos a um topo, ele pediu para fazermos uma pausa para fotos. O silêncio era só quebrado pelos grunhidos suaves dos camelos e risadas que vinham de outro grupo ali perto.
O jantar foi montado perto de uma grande fogueira sob o céu aberto. Lanternas espalhadas criavam sombras dançantes nos nossos pratos. Sentamos em almofadas baixas enquanto músicos tocavam canções antigas berberes — um deles até me passou um tambor para tentar tocar (fui péssimo). A comida chegou em etapas: saladas com cominho e limão, depois tagine fervendo, além de pão fresco com sabor defumado da fogueira. O chá de hortelã apareceu bem na hora que o friozinho da noite chegava. Antes de voltar para Marrakech, lembro de ter ficado só olhando as fagulhas subindo para o céu cheio de estrelas.
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