Você vai acelerar de quadriciclo pelas trilhas rochosas de Agafay perto de Marrakech, depois desacelerar com um passeio de camelo ao pôr do sol guiado por um local. Refresque-se na piscina do deserto antes de curtir um jantar marroquino com música ao vivo sob o céu estrelado. Nada de luxo, só aquele calor humano e momentos que ficam para sempre.
O passeio de quadriciclo dura cerca de 1 hora pelas trilhas do deserto de Agafay.
Sim, o transporte de ida e volta a partir de Marrakech está incluso no passeio.
Não precisa de experiência; os guias dão instruções antes de começar.
O passeio de camelo dura cerca de 20 minutos ao pôr do sol no deserto de Agafay.
Sim, você pode usar a piscina exclusiva do acampamento no deserto.
Os guias falam inglês, francês, espanhol, italiano e árabe.
Sim, o jantar tradicional marroquino está incluído no acampamento no deserto.
Sim, o passeio é para todos os níveis de preparo físico; bebês podem ir em carrinhos ou cadeirinhas.
O seu dia inclui transporte com ar-condicionado de ida e volta a partir de Marrakech, uma hora de quadriciclo pelas trilhas de Agafay com todo o equipamento, um tranquilo passeio de camelo de 20 minutos ao pôr do sol, acesso livre à piscina do acampamento para se refrescar e um jantar tradicional marroquino com música berbere e show de fogo ao vivo para aquecer a noite.
Ainda lembro do primeiro solavanco do quadriciclo quando deixamos Marrakech para trás — poeira no rosto, vento puxando meu lenço, aquela mistura estranha de nervosismo e empolgação. Nosso guia Youssef sorria para nós (ele claramente já tinha feito isso mil vezes) e gritou algo que não consegui entender direito por cima do barulho dos motores. O deserto de Agafay não era o que eu imaginava — nada de dunas infinitas, mas colinas claras que ficam douradas pouco antes do pôr do sol. Em um momento, desacelerei só para sentir o silêncio quando os motores pararam. Dá para ouvir cabras longe e sentir o cheiro de hortelã do chá que alguém preparava no acampamento próximo.
Depois de mais ou menos uma hora (confesso que perdi a noção do tempo), trocamos o quad pelo camelo. O meu se chamava Samba — parecia meio indiferente comigo, mas deixou eu subir com minhas tentativas desajeitadas. O sol já estava baixo e tudo ficou meio rosado; tentei tirar fotos, mas desisti porque era melhor só aproveitar o momento. Youssef contou histórias sobre a vida berbere por ali — acho que perdi metade porque ficava distraído com a paisagem ou com o Samba soltando aqueles suspiros profundos a cada passo.
De volta ao acampamento, tinha uma piscina no meio do deserto — gelada o suficiente para dar aquele choque, mas perfeita depois de tanta poeira. O jantar veio logo depois: tagine borbulhando, pão quentinho, azeitonas com um sabor muito mais salgado do que o que estou acostumado. Teve música também — tambores e cantoria ao redor da fogueira, com todo mundo batendo palmas mesmo sem saber o ritmo (eu incluso). Alguém tentou me ensinar um passo de dança; digamos que ninguém pediu bis. Ficamos sentados sob as estrelas por mais tempo do que eu planejava, sem muita vontade de ir embora.
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