Você vai pilotar um quadriciclo pelo interior de Agadir, passando por florestas de argan, dunas de areia e vilarejos berberes antes de fazer uma pausa para um chá de hortelã marroquino com os locais. Prepare-se para risadas, rostos cheios de areia, camelos pelo caminho — e talvez alguns momentos em que só exista o vento e o espaço aberto ao seu redor.
A experiência completa leva cerca de 3 horas, incluindo 2 horas pilotando o quad e o transporte do hotel.
Sim, o transporte privativo com busca no hotel já está incluso na reserva.
Não, você recebe instruções e faz um teste antes de começar o passeio.
Você vai passar por dunas, florestas de argan com cabras, bosques de eucalipto, vilas berberes e a praia.
Sim — há uma parada em uma casa de chá local para experimentar o tradicional chá de hortelã marroquino.
Assentos especiais para bebês estão disponíveis; verifique a adequação conforme idade e segurança antes de reservar.
Os quads são automáticos e passam por manutenção diária — são fáceis de pilotar mesmo para iniciantes.
Seu dia inclui transporte privativo com busca no hotel em Agadir, todo o equipamento para o passeio de quad (com instruções completas), duas horas explorando dunas e vilas de quadriciclo ou buggy, conforme sua escolha, além de uma pausa para chá de hortelã marroquino em uma pequena casa de chá local antes do retorno ao hotel.
A primeira coisa que me chamou atenção foi o cheiro — eucalipto e algo terroso, quase doce, enquanto subíamos nos quads logo na saída de Agadir. Nosso guia, Youssef, me entregou o capacete e sorriu como se já soubesse que eu estava nervoso (e estava mesmo). O quad parecia mais pesado do que eu esperava, mas depois de um teste rápido — confesso que até apaguei o motor uma vez — ele me deu um joinha e partimos. Os motores rugiam no ar fresco da manhã e eu sentia uma mistura estranha de empolgação com aquele pensamento “será que eu tô mesmo fazendo isso?”
Seguimos o Youssef por trilhas sinuosas que cortavam florestas de argan — com cabras literalmente nas árvores, juro — e depois adentramos dunas de areia que pareciam não ter fim. Em um momento, um grupo de camelos passou devagarinho por nós. O vento levantava grãos de areia que picavam minhas bochechas, mas era uma sensação boa, como se eu estivesse acordando de verdade depois de muito tempo. De vez em quando, diminuíamos o ritmo perto de pequenas vilas berberes; as crianças acenavam e um senhorzinho assentia da porta de casa. É engraçado como dá para se sentir ao mesmo tempo deslocado e super bem-vindo.
Depois de cerca de uma hora, paramos numa casinha de chá escondida atrás de algumas palmeiras. O chá de hortelã estava quente e doce — quase doce demais, mas perfeito depois de tanta poeira — e o Youssef contou histórias da família dele que cresceu ali perto. A Li tentou pedir mais chá em árabe e todo mundo riu (inclusive ela). Voltamos para os quads para o último trecho até a praia — o Atlântico parecia enorme e selvagem visto do penhasco onde estávamos. Até hoje lembro daquela vista quando o barulho da cidade fica demais.

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