Você vai pedalar pelas ruas históricas de Kuching com um guia local, atravessar o rio Sarawak num barco sampan tradicional, explorar vilas malaias e provar comida de rua de verdade no mercado Kubah Ria. Prepare-se para risadas com o kuih lapis, aromas novos a cada esquina e momentos que ficam na memória muito depois da viagem.
O passeio tem cerca de 4,5 horas e percorre aproximadamente 17 km.
Sim, há degustação de comidas e lanches leves durante as paradas.
Sim, você vai atravessar o rio em um barco sampan tradicional durante o trajeto.
Crianças são bem-vindas acompanhadas por um adulto; há assentos infantis especiais disponíveis.
Recomenda-se roupas confortáveis e calçados adequados para caminhada.
Não há serviço de busca no hotel; confira o local de encontro ao reservar.
O trajeto é acessível para todos os níveis, mas não é recomendado para quem tem problemas cardíacos.
O dia inclui bicicleta e capacete, acompanhamento de um guia local que fala inglês pela área histórica de Kuching, água mineral para se hidratar no calor, além de várias degustações — do kuih lapis nas vilas kampong aos petiscos no mercado Kubah Ria — tudo ao longo do caminho.
Já estávamos pedalando pelas ruas estreitas de Kuching quando percebi como a cidade parece outra vista de bicicleta. Nosso guia, Hafiz, nos chamou em frente a uma loja antiga com fachada pintada — ele apontou os caracteres chineses desbotados acima da porta e contou a história da família que morou ali por gerações. O cheiro de incenso vindo de um templo próximo estava no ar, mas quase não percebi porque estava focado em não cair no meio do trânsito. O trajeto não é difícil, mas é preciso ficar atento — sempre tem algo acontecendo. Um gato passou correndo (claro, estamos na Cidade dos Gatos) e Hafiz sorriu, como se visse aquilo todo dia.
Depois de cerca de uma hora, chegamos a um píer de madeira e esperamos o velho barco sampan para atravessar o rio Sarawak. A água estava turva, mas tranquila. Foi um momento de silêncio, só o som da água batendo no casco. Do outro lado — a vida no kampong é mais calma. Crianças acenavam enquanto passávamos por casas sobre palafitas e jardins cheios de pimenteiras. Paramos para comer kuih lapis (tentei falar certo, Hafiz riu da minha tentativa) e tomar um chá doce que não tem igual em casa.
A última parte nos levou ao mercado Kubah Ria. Barulhento, colorido, meio caótico do jeito que a gente gosta. O cheiro de durião chega antes da fruta — não é meu favorito, mas alguém do grupo adorou. Tinham potes de mel silvestre e umas samambaias da selva bem estranhas à venda. Experimentamos uns petiscos grelhados que até hoje não sei o nome. Minhas pernas já estavam cansadas, mas eu não queria que acabasse ainda. Às vezes, você aproveita mais um lugar quando vai devagar, sabe?

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