Você vai explorar os cantos mais selvagens de Wadi Rum em um 4x4 com guia local, experimentar sandboard nas dunas vermelhas, conhecer canyons com petroglifos antigos e compartilhar chá doce ao pôr do sol antes de dormir numa tenda beduína sob um céu estrelado. Não é só ver pontos turísticos — é deixar o deserto te desacelerar.
O passeio principal dura cerca de 4 horas antes de seguir para o acampamento para jantar e pernoite.
Sim, você pode praticar sandboard nas dunas gratuitamente durante o passeio.
O ponto de partida é a Wadi Rum Rest House, na vila de Wadi Rum, a 7 km do Centro de Visitantes.
Não precisa — almoço, jantar, café da manhã, água engarrafada e chá beduíno tradicional estão inclusos.
Sim — o passeio de camelo pode ser incluído por 20 JD por pessoa.
Você verá petroglifos e inscrições antigas nas paredes estreitas, com milhares de anos de história.
Sim — é acessível para todos os níveis de preparo físico e inclui subidas fáceis como a Little Rock Bridge.
Sim, animais de serviço são permitidos neste tour.
Seu dia inclui transporte em 4x4 com guia local saindo da Wadi Rum Rest House; paradas na Fonte de Lawrence, petroglifos do Desfiladeiro Khazali, duna vermelha para sandboard gratuito; almoço com chá beduíno; vista do pôr do sol; pernoite em tenda beduína tradicional com jantar; café da manhã no dia seguinte; além de água engarrafada durante todo o passeio.
Já parou para pensar como é o som do silêncio de verdade? Eu não, até sairmos da vila de Wadi Rum naquele 4x4 meio surrado, com a poeira levantando atrás da gente. Nosso guia, Hussein, era daqueles que fala pouco, só apontava as coisas com um aceno ou um sorriso discreto. A primeira parada foi na Fonte de Lawrence; parecia mais uma poça do que um oásis, mas a vista lá de cima... parecia que dava pra ver o mundo todo. Senti o cheiro das folhas de figueira selvagem quando o vento mudou. Hussein serviu chá direto nas pedras — doce e com um toque defumado — e ficamos ali, quietos, sem pressa. Foi bom simplesmente não fazer nada por um tempo.
Entrando mais fundo em Wadi Rum, as dunas vermelhas apareceram rápido — Al Hasany, como chamam. Tiramos os sapatos e nos aventuramos no sandboard (caí duas vezes antes de aprender a controlar). A areia estava quente e fininha entre os dedos; um amigo brincou que ia ficar presa nas meias por semanas. Depois fomos ao Desfiladeiro Khazali: paredes estreitas cobertas por petroglifos antigos. Hussein passou o dedo por um deles — figuras de antílopes e inscrições em árabe antigo — e contou histórias do povo Thamudic que as esculpiu. Me senti pequeno, mas de um jeito bom.
O almoço foi simples: pão sírio quentinho feito no fogo, frango grelhado, tomates frescos polvilhados com za’atar. Comemos na sombra enquanto duas crianças locais cuidavam das cabras perto dali — uma delas acenou timidamente para a gente. Depois subimos a Little Rock Bridge (não é tão assustador quanto parece) e assistimos ao pôr do sol no Deserto Branco, onde tudo ficou dourado e silencioso de novo. Ainda penso naquela luz às vezes.
A noite no acampamento beduíno foi outra história — estrelas por todo lado acima das tendas de lona, risadas ecoando enquanto alguém tentava tocar oud (nem tão bem assim). Acordei cedo para ver o nascer do sol; o ar frio no rosto, ainda enrolado nas cobertas. O café da manhã já estava pronto: mais chá, pão sírio e azeitonas. Depois, voltamos para a “vida real”, seja lá o que isso signifique depois de Wadi Rum. Sério, faria tudo de novo só por essa sensação de estar longe do barulho do mundo.
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