Você vai pilotar um kart pelo Shibuya Crossing fantasiado do seu personagem favorito, acenar para a galera tirando fotos, passear pelas ruas cheias de estilo de Harajuku e rodar pelas árvores iluminadas de Omotesando — tudo com um guia local que lidera e registra cada momento. Prepare-se para risadas, cheiros da cidade, um pouco de nervosismo e lembranças que ficam muito além do passeio.
Sim, todos precisam da Permissão Internacional para Dirigir no formato da Convenção de Genebra de 1949 ou uma tradução oficial japonesa para alguns países.
O grupo máximo é de seis pilotos por guia; grupos maiores são divididos.
Sim, o aluguel da fantasia está incluso — você pode escolher entre vários personagens de quadrinhos ou anime.
O percurso passa pelo Shibuya Crossing, distrito fashion de Harajuku e o boulevard Omotesando.
Sim, o guia tira fotos durante o passeio e compartilha tudo com você no final.
Não há busca no hotel; o ponto de encontro é próximo a Shibuya.
É necessário informar qualquer nível de deficiência auditiva ou motora antes da reserva.
Use calçados fechados e confortáveis; evite saias ou vestidos longos por segurança.
Seu dia inclui todas as taxas e impostos pagos antecipadamente, aluguel do kart com combustível, aluguel da fantasia para escolher seu personagem favorito, um guia líder que dirige um kart para garantir a segurança de todos, muitas fotos tiradas durante o passeio (entregues digitalmente no final); é só chegar com sua permissão e passaporte para acelerar pelas ruas mais loucas de Tóquio.
Jamais imaginei ver Tóquio por esse ângulo — tão perto do chão, motor ronronando, vestido de Mario (sim, me joguei nessa). Os primeiros segundos foram de nervoso puro. Mas o nosso guia, Kenji, era super tranquilo — ele conferiu nossas carteiras de motorista no galpão e explicou as regras antes da gente se aventurar no caos de Shibuya. O cheiro era de cidade e escapamento, mas não de um jeito ruim — mais uma energia pulsante. Logo de cara, as pessoas na calçada começaram a acenar. Algumas até gritaram “kawaii!”, o que me fez rir por trás da máscara.
Entrar no Shibuya Crossing de kart foi surreal. Tem um momento estranho em que você se sente parte da multidão — só que está num kart, fantasiado de personagem de anime, e todo mundo com o celular apontado pra você. O semáforo mudou e, de repente, estávamos no meio de centenas de pessoas ao redor. Kenji ficava na frente, no próprio kart, garantindo que ninguém ficasse pra trás. Senti o cheiro doce de crepes vindo de algum lugar perto de Harajuku quando viramos da avenida principal. Aquilo me surpreendeu — esperava barulho, mas havia momentos de silêncio entre os cruzamentos, onde dava até pra ouvir o próprio coração.
Também passamos por Omotesando, com suas árvores iluminadas e vitrines cheias de coisas que eu nem sabia pronunciar, quanto mais comprar. Em um momento, a Li do grupo tentou falar “Harajuku” em japonês, e o Kenji só sorriu — “Tá quase lá!”, disse ele. Estava mais frio do que eu esperava para a primavera em Tóquio; minhas mãos sentiram isso mesmo com as luvas que deram pra gente. Mas, sinceramente? A adrenalina esquentava tudo. Paramos rapidinho para fotos aqui e ali — o Kenji clicou bastante — e no fim quase esqueci o quanto eu estava engraçado.
Até hoje lembro daquela sensação voltando pro galpão: meio envergonhado, meio orgulhoso, todo mundo sorrindo feito bobo debaixo do capacete. Se você já quis sentir o lado mais louco de Tóquio — mesmo que só por uma ou duas horas — esse tour de kart pelas ruas é o mais perto que vai chegar.

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