Comece seu tour gastronômico em Roma provando caprese fresquinha no mercado de Campo de’ Fiori, depois passeie pelo Gueto Judaico para experimentar bacalhau frito e doces direto da Padaria Boccione. Saboreie alcachofras crocantes no Da Enzo em Trastevere e termine descendo numa adega antiga para massa e histórias com seu guia. Prepare-se para risadas, sabores inesperados e uma imersão na verdadeira vida romana em cada parada.
O tour dura cerca de 3 a 4 horas, caminhando por vários bairros.
Não, o ponto de encontro é no mercado de Campo de’ Fiori, sem traslado incluso.
Sim, mas é preciso avisar por e-mail sobre restrições alimentares como vegetarianismo ou dieta sem glúten.
Você vai provar salada caprese, sanduíche de porchetta, baccalà fritto, doces romano-judaicos, alcachofra frita no Da Enzo, pratos de massa no Spirito di Vino e gelato.
Sim — vinhos italianos são servidos durante o tour, inclusive na adega histórica do Spirito di Vino.
O roteiro passa pelo mercado de Campo de’ Fiori, Gueto Judaico, Ilha Tiberina e Trastevere.
Sim — há opções de transporte público perto de todas as principais paradas.
Não — por segurança, pessoas com alergias graves ou que ameacem a vida não podem participar.
Seu dia inclui seis paradas generosas com especialidades romano-judaicas como alcachofra frita do Da Enzo e bolo de ricota com cereja da Padaria Boccione; degustação de prosecco, vinhos italianos e cerveja; uma refeição única de massa dentro de uma adega antiga; gelato; entrada em locais históricos; guia local em inglês que conta histórias durante o passeio; e um PDF com o Guia Gastronômico de Roma para matar a vontade depois.
Confesso que não esperava que minha primeira mordida em Roma fosse um tomate. Mas lá estávamos, no agito do mercado matinal de Campo de’ Fiori — nossa guia Chiara me entregou um pedaço de caprese tão fresco que quase escorria pelos dedos. O manjericão tinha cheiro de verão (mesmo sendo só abril), e um vendedor discutia o preço dos limões com uma senhora. Fiquei ali um instante, mastigando devagar, observando os locais pechincharem e os turistas tentando não parecer perdidos. Foi assim que nosso tour gastronômico em Roma começou — nada de luxo ou encenação, só a vida real acontecendo ao redor.
A caminhada do mercado até o antigo Gueto Judaico parecia um passo lateral no tempo. Chiara apontou o Pórtico de Octávia e contou como aquele bairro resistiu por séculos — dava para ver isso nas pedras gastas e nas pequenas padarias escondidas sob os arcos. Provamos o baccalà fritto (queimei a língua de tanta pressa) e depois entramos na Padaria Boccione, onde o cheiro de ricota doce e açúcar queimado me atingiu assim que passamos por um senhor lendo La Repubblica. Alguém me ofereceu uma fatia de bolo com cerejas azedas — até hoje lembro desse sabor quando vejo doces por aqui.
Cruzamos a Ilha Tiberina por uma ponte mais velha que muitos países. A luz já mudava — dourada nas pedras, sombras se esticando atrás da gente enquanto chegávamos em Trastevere. A alcachofra frita do Da Enzo estava crocante e salgada (tentei comer com elegância, mas não deu). A última parada foi no Spirito di Vino; descemos numa adega literalmente antiga — ar frio, paredes rústicas — e eles serviam vinho enquanto pratos de massa chegavam um atrás do outro. Alguém perguntou se a adega era mesmo mais velha que o Coliseu; Chiara só sorriu e disse “muito mais”.
Não lembro de todos os detalhes com perfeição (o vinho deve ter ajudado nisso), mas sei que senti que fomos convidados a um segredo especial — não só comida, mas histórias das pessoas que se entrelaçam em cada rua. Se você quer um passeio em Roma que seja local e surpreendente, provavelmente é esse.
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