Você vai acompanhar a Francesca e seu cachorro nas florestas perto de San Miniato para uma verdadeira caça às trufas — prepare-se para sujar as botas. Depois, senta para um almoço de três pratos com as trufas que encontraram, harmonizado com vinho local. Uma experiência prática, acolhedora e às vezes bagunçada — que vai ficar na memória muito depois de sair da Toscana.
Você pode pegar o trem Reg 18285 em Florença às 9h38 com chegada em San Miniato às 10h19. O taxista Antonio pode te buscar na estação se avisar antes.
O tour começa às 11h na fazenda da família da Francesca, perto de San Miniato.
Sim, o almoço de três pratos com trufas frescas está incluído após a caça.
A caminhada pela floresta dura cerca de uma hora antes de voltar para o almoço.
Sim, bebidas incluindo vinho local são servidas junto com a refeição.
Se tiver alergias, informe no formulário de reserva ou entre em contato direto com a Francesca antes da visita.
A caminhada é leve, mas não recomendada para quem tem problemas na coluna ou saúde cardiovascular; bebês devem ficar no colo de um adulto.
A Francesca, especialista local cuja família caça trufas há gerações, lidera o grupo junto com seu cão treinado.
Seu dia inclui opções de transfer da estação de San Miniato (basta pedir na reserva), uma caminhada guiada pelas florestas com Francesca e seu cachorro, e um almoço tranquilo de três pratos com trufas fresquinhas e vinho regional antes de voltar à cidade.
Confesso que eu não fazia ideia do que era uma “caça às trufas” até conhecer a Francesca na fazenda da família dela, logo depois de San Miniato. O ar tinha um cheiro terroso — como folhas molhadas e madeira antiga — e o cachorro dela (acho que se chamava Pepe?) já pulava animado, farejando o chão. Francesca riu dos meus sapatos urbanos e me deu um graveto, só por precaução. Seguimos ela pela mata, sem saber bem o que esperar.
A floresta estava silenciosa, mas viva — passarinhos cantando lá no alto, o barulho dos galhos secos sob nossos pés. Francesca contou que a família dela faz isso há gerações. De repente, ela parou no meio da frase porque o Pepe começou a cavar com força perto de um carvalho. Ela se abaixou, limpou a terra com cuidado e levantou um tubérculo meio esquisito, que parecia uma batata. “Tartufo”, disse sorrindo. Tentei repetir e provavelmente falei errado; ela só balançou a cabeça e deu um sorriso.
Depois de mais ou menos uma hora (perdi a noção do tempo), voltamos para a fazenda. A cozinha já cheirava a manteiga e algo intenso e saboroso — difícil de descrever, mas inesquecível. O almoço teve três etapas: bruschetta com trufas frescas, massa coberta com ainda mais lascas (até hoje sonho com a primeira garfada), e para fechar, tiramisu e biscoitos acompanhados de um doce vinho Vinsanto. Todo mundo na mesa acabou trocando histórias — até o Antonio, o taxista que nos buscou na estação de San Miniato, apareceu para um café. Foi tudo muito natural, sem pressa ou encenação.
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