Você vai se juntar a um grupo pequeno na Piazza Barberini antes de descer com o guia para as Catacumbas dos Capuchinhos — capelas de ossos únicas em Roma. Ouça as histórias por trás de cada padrão e símbolo, faça pausas em salas silenciosas com restos de séculos e saia com uma nova perspectiva difícil de explicar.
O grupo é limitado a 10 pessoas ou menos para uma experiência mais íntima.
Sim, o acesso sem fila está incluído para evitar espera na bilheteria principal.
O passeio começa na Piazza Barberini, perto da Fonte do Tritão, no centro de Roma.
Sim, os ingressos de entrada já estão inclusos na sua reserva.
Não é recomendado para quem tem claustrofobia, pois o passeio acontece em espaços subterrâneos.
É necessário usar roupas que cubram joelhos, ombros e costas para entrar em locais religiosos.
Sim, há várias opções de transporte público próximas à Piazza Barberini.
Seu dia inclui entrada sem fila nas Catacumbas dos Capuchinhos, todos os ingressos pagos antecipadamente e um passeio guiado em grupo pequeno com um especialista que fala inglês, que te encontra na Piazza Barberini antes de descermos juntos.
“Aqui, até o silêncio é diferente,” disse nosso guia Marco enquanto deixávamos a Piazza Barberini rumo à igreja. Nunca tinha parado para pensar como o silêncio poderia ser sentido até descermos para baixo da rua — o barulho do trânsito romano sumiu, dando lugar a um eco suave que até hoje lembro. Éramos uns dez, mais ou menos, e o Marco tinha um jeito tranquilo de explicar as coisas, sem parecer aula. Ele apontou a Fonte do Tritão enquanto passávamos — pra ser sincero, eu estava mais preocupado em não tropeçar nos paralelepípedos, mas ele fez questão de parar um instante para a gente notar como a água brilhava com a luz da manhã.
A entrada das Catacumbas dos Capuchinhos fica escondida sob a igreja Santa Maria della Concezione. De fora, ninguém imagina o que tem lá embaixo. O ar mudou assim que entramos — mais fresco, com aquele cheiro de igreja antiga (incenso? ou talvez só séculos de pó). Mantive meu casaco. Lá dentro, ossos por todo lado — crânios empilhados em desenhos, paredes inteiras forradas de vértebras e costelas. Escrito assim parece macabro, mas estar ali… era uma paz estranha. Marco contou sobre os frades capuchinhos que organizaram tudo à mão, séculos atrás, cada osso com o propósito de lembrar a vida e a fé. Ele até compartilhou uma frase em latim que eles usavam — memento mori — que ele traduziu, mas eu ainda errei ao repetir. Rendeu risada de uma senhora italiana do grupo.
Não esperava me sentir tão reflexivo andando por aquelas capelas. Teve um cômodo onde a luz do sol entrava por uma janelinha e iluminava um monte de escapulários empoeirados — fiquei ali mais tempo do que pretendia. O grupo ficou em silêncio; ninguém parecia com pressa. Na saída, Marco comentou que alguns romanos vêm aqui só para pensar ou rezar quando a vida lá fora fica barulhenta. Isso ficou comigo mais do que tudo — a ideia de que, sob todo o caos de Roma, existem lugares feitos para a pausa.

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