Você vai se sentir vivo neste rafting em Ossana: respingos gelados enquanto seu grupo enfrenta as corredeiras selvagens do rio Noce, risadas ecoando nas falésias dos Alpes e momentos tranquilos flutuando sob o céu azul. Inclui todo o equipamento de segurança, guia local e transporte privativo — só traga coragem (e talvez uma meia seca).
Não é preciso experiência, mas os participantes devem estar em boa forma física; só para maiores de 18 anos.
A experiência completa leva cerca de 2,5 horas, incluindo entrega do equipamento, aula teórica e transporte.
Você recebe roupa de neoprene 3 mm, jaqueta de água, colete salva-vidas, capacete e remo — todos higienizados antes do uso.
Transporte privativo está incluso; opções de transporte público também ficam próximas, se precisar.
Não recomendado para gestantes, pessoas com lesões na coluna ou problemas cardiovasculares.
Leve maiô, camiseta de microfibra, calçado que possa molhar e uma troca de roupa.
Seu dia inclui transporte privativo de Ossana até a base do rio e retorno; todo o equipamento de segurança necessário como roupa de neoprene, capacete e colete; além do acompanhamento de instrutores locais que conhecem cada curva do rio Noce — é só chegar pronto para se molhar e se divertir.
Eu não esperava que meu coração fosse disparar assim antes mesmo de entrar na água. O rio Noce em Ossana parecia quase calmo visto da ponte — mas aí você escuta aquele rugido baixo sob o céu claro da montanha, e de repente eu estava sorrindo para estranhos vestindo uma roupa de neoprene que apertava estranho nos meus joelhos. Nosso guia Luca distribuiu capacetes (o meu ainda cheirava um pouco a rio e sabão) e disse: “Não se preocupe em cair — você vai querer.” Ele riu. Eu não tinha tanta certeza.
O primeiro splash foi tão gelado que me fez dar um pulo, o que arrancou algumas risadas do grupo (que parecia ser de amigos comemorando algo — nunca descobri o quê). Praticamos remar juntos enquanto Luca gritava por cima do barulho, misturando italiano e inglês com sinais de mão. Aí vieram as corredeiras — não só pulando, mas girando em torno de pedras enormes, água espirrando para todo lado, alguém gritando “Avanti!” enquanto tentávamos manter a direção. Em um momento, todos tivemos que pular e nadar um pouco; engoli metade do rio, mas nem liguei. O ar lá em cima era fresco e puro.
Acho que a parte que mais gostei foi quando paramos no meio do rio e Luca nos desafiou para um desafio aquático meio doido — basicamente se jogar na correnteza e tentar não parecer assustado. Acho que eu parecia mesmo. Mas todo mundo vibrou, inclusive um cara chamado Marco que ficava me molhando de propósito. Meus braços ainda estão doloridos, mas é aquela dor boa, de quem realmente fez algo junto com pessoas que acabou de conhecer.
É barulhento lá fora — água batendo nas pedras, gente gritando, e às vezes só o silêncio do seu próprio fôlego quando você flutua por um instante entre as corredeiras. Não diria que é relaxante, mas é... real? Enfim, se você quer um passeio de um dia saindo de Ossana que seja mais do que só paisagem (apesar de, uau, aquelas montanhas), essa descida de rafting é a pedida. Ainda fico pensando naquele trecho final em que todos nós apenas flutuamos em silêncio antes de sair para o sol.

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