Você sai cedo de Sorrento com seu guia rumo a Bomerano para a Trilha do Caminho dos Deuses. Espere sentir ervas selvagens no ar, cruzar antigas trilhas de mula, ver pastores locais e se deslumbrar com as vistas da Costa Amalfitana antes de descer até Nocelle, perto de Positano. Um dia que fica na memória muito depois de acabar.
A trilha principal vai de Agerola (Bomerano) até Nocelle, perto de Positano; o transfer de Sorrento está incluso.
Sim, o transfer compartilhado sai de um ponto central na Piazza Torquato Tasso, em Sorrento.
Não é necessário saber técnicas específicas, mas é recomendado estar com preparo físico moderado por causa do terreno irregular e dos degraus.
Sim, os bastões estão incluídos na sua reserva.
Não há almoço completo; há tempo para um lanche rápido durante a trilha.
O passeio inclui transfer compartilhado ida e volta; opções de transporte público ficam próximas, mas não fazem parte do pacote.
Sim, um guia especialista acompanha o grupo durante toda a trilha do Caminho dos Deuses.
Seu dia inclui pickup na Piazza Torquato Tasso em Sorrento, transfer compartilhado ida e volta para Bomerano, um guia local especialista que conhece cada curva da trilha, além de bastões de caminhada para quem quiser, antes de voltar para a cidade ao pôr do sol.
Jamais vou esquecer quando nosso micro-ônibus sacolejou para fora de Sorrento logo após o amanhecer — todo mundo ainda meio sonolento, segurando xícaras de café. Já tinha lido sobre a Trilha do Caminho dos Deuses, mas não esperava sentir aquele cheiro de tomilho selvagem assim que descemos em Bomerano. Nosso guia, Marco, sorriu e distribuiu bastões de caminhada como se fôssemos escalar o Everest (não íamos). O ar tinha um sabor ao mesmo tempo salgado e doce — sabe aquela sensação de não saber se é o vento do mar ou da montanha?
A trilha é feita de degraus de pedra e caminhos empoeirados que serpenteiam acima da Costa Amalfitana. Às vezes, só se ouve o canto das cigarras e a própria respiração. Marco apontava antigas casas de fazenda desmoronando na encosta; contou histórias de pastores que ainda usam essas trilhas para levar madeira e leite até Nocelle. A gente até viu um — um homem magro guiando dois mulas carregadas com algo que cheirava levemente a queijo. Ele acenou, mas não diminuiu o passo. O nome “Caminho dos Deuses” até soa meio grandioso demais para o quanto o lugar é selvagem, pra ser sincero.
Ficava parando para tirar fotos (e recuperar o fôlego — esses degraus são puxados), mas aí Capri surgia na névoa, ou algum falcão passava voando por cima, e eu ficava ali, sorrindo feito bobo. Teve um momento em que Marco deixou a gente caminhar em silêncio por um trecho; só se ouvia o vento passando pelos arbustos de murta e o barulho dos tênis no cascalho. O almoço foi um lanche rápido num muro de pedra — nada chique, mas perfeito com aquela vista.
Quando chegamos em Nocelle, perto de Positano, eu estava queimado de sol, cheio de poeira e estranhamente feliz. A volta para Sorrento foi silenciosa — cada um perdido nos próprios pensamentos ou olhando as fotos no celular. Ainda penso naquela luz sobre a água a cada curva… é difícil explicar se você não viveu.
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