Participe de uma caminhada fácil em grupo pequeno pelo glaciar em Skaftafell, com guia certificado e todo o equipamento incluso. Conheça a movimentação lenta do Vatnajökull, toque cinzas vulcânicas antigas e aproveite momentos de silêncio cercado por gelo azul. Mais que uma aventura, é uma experiência para sentir a força silenciosa da natureza.
É uma caminhada fácil, indicada para a maioria das pessoas com boa condição física.
A caminhada tem cerca de 3 km em terreno irregular.
Sim, todo o equipamento necessário, incluindo crampons, está incluso na reserva.
A idade mínima é 8 anos.
Sim, botas de trilha resistentes com suporte para tornozelo são obrigatórias; há aluguel disponível se precisar.
É um tour em grupo pequeno, com número limitado de participantes para uma experiência mais íntima.
Os crampons atendem apenas calçados EU do 35 ao 50; fora dessa numeração não é possível participar.
Seu dia inclui caminhada guiada pelo glaciar em Skaftafell com guia local certificado, uso de equipamento especializado como crampons e o conforto de um grupo pequeno para aproveitar cada momento. Botas de trilha resistentes são obrigatórias, mas podem ser alugadas se você não tiver as suas.
"Aqui sempre é tão silencioso assim?" perguntei ao nosso guia, Jón, enquanto colocávamos os crampons na beira do glaciar. Ele sorriu e apontou para uma fenda azul à frente — eu mal prestava atenção, distraído pelo som estranho que minhas botas faziam no gelo. O ar era gelado e puro, como abrir o congelador, só que muito melhor. Éramos só seis no grupo, o que deixou tudo com cara de passeio entre amigos, não um tour grande e cheio de gente. Eu não parava de olhar para trás, para a areia preta vulcânica — um contraste incrível com todo aquele branco e azul.
Jón explicou como o Vatnajökull se move um pouquinho todo dia (tentei imaginar o gelo deslizando enquanto dormimos). Ele mostrou onde as cinzas de antigas erupções ficam presas em camadas — até me deixou tocar uma, áspera e estranhamente quente por causa do sol. O vento soprou forte por um instante e ouvi alguém rindo atrás de mim quando quase escorreguei (os crampons ajudam, mas é preciso confiar nos pés). A caminhada não é difícil — cerca de 3 km no total — mas a gente se sente pequenininho ali. Em certo momento, ele mandou a gente parar e escutar: só o som da nossa respiração e o gotejar distante da água do degelo lá embaixo.
Não esperava me sentir tão pequeno e tão desperto ao mesmo tempo. Talvez fosse o frio, ou algo em estar sobre um gelo tão antigo que pode não durar para sempre. Na volta, Jón tentou ensinar uma palavra islandesa para “glaciar” — não vou me envergonhar repetindo o que falei. Mas ele riu, o que deixou tudo menos estranho. Fico pensando naquela luz azul estranha dentro de uma das fendas que vimos — parecia coisa de outro planeta.

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