Você vai caminhar por campos de lava fumegantes no vulcão Fagradalsfjall com um guia local, atravessar a famosa ponte entre continentes da Península de Reykjanes, ver as poças de lama borbulhantes em Gunnuhver e curtir as vistas selvagens do Atlântico no farol Reykjanesviti — tudo com traslado incluído saindo de Reykjavik.
Saímos de Reykjavik logo após o nascer do sol, ainda meio sonolentos, e lembro das janelas do ônibus embaçando enquanto deixávamos a cidade para trás. Nosso guia, Jón, tinha um jeito de contar histórias que fazia até os momentos silenciosos parecerem vivos — ele apontava onde o musgo começava a crescer de novo depois da erupção do ano passado perto do Fagradalsfjall. O ar tinha cheiro de pedra molhada e um leve toque de enxofre, que Jón brincava ser “perfume islandês”. Não esperava que a trilha fosse parecer tão… lunar? O chão estava quente em alguns pontos, ainda fumegando aqui e ali. Paramos por um instante só para ouvir — nenhum pássaro, só o vento e um chiado distante da lava esfriando. Toquei uma das pedras negras; era mais áspera do que imaginei.
A caminhada em si não foi fácil, mas também não pesada — diria que é de dificuldade moderada. Em um momento escorreguei um pouco na cascalheira solta (sem vergonha), mas todo mundo riu e levou numa boa. Tinha gente do mundo todo no grupo; a Li, de Singapura, tentou me ensinar a dizer “vulcão” em mandarim, mas desistiu depois da minha terceira tentativa. Quando finalmente chegamos ao principal local da erupção, Jón deixou a gente ficar em silêncio por um tempo — só absorvendo aquela mistura estranha de silêncio e vapor. É difícil explicar como tudo parecia tão novo, como se a terra ainda estivesse se ajeitando.
Depois disso, seguimos de carro pela Península de Reykjanes — parando primeiro nas fontes termais de Gunnuhver. As poças de lama borbulhavam mais alto do que eu esperava e soltavam nuvens com cheiro de ovo cozido (não é meu favorito). O farol Reykjanesviti se destacava contra o céu cinza; as ondas batendo lá embaixo deixavam tudo ainda mais isolado. Também atravessamos a famosa Ponte Entre Continentes — é só uns 15 metros, mas o Jón fez a gente parar no meio e falou “Agora vocês estão entre a Europa e a América”, o que arrancou algumas risadas. Nessa hora minhas botas já estavam cobertas de lama, mas sinceramente, nem liguei.
Ainda penso no Lago Kleifarvatn — a água tão escura que quase parecia azul-preta — e no silêncio ao redor, só quebrado por alguém jogando pedras na água perto dali. No caminho de volta para Reykjavik, todo mundo meio que cochilou ou ficou olhando para aqueles campos infinitos de musgo. Foi como se tivéssemos visto algo bruto e inacabado — nada polido para turistas. Se você curte paisagens que te fazem sentir pequeno (do jeito bom), esse passeio de um dia saindo de Reykjavik vale muito a pena.
A trilha no vulcão Fagradalsfjall é de dificuldade moderada; é recomendado ter preparo físico moderado.
Sim, o traslado de ida e volta está incluído em pontos de encontro designados em Reykjavik.
Você verá poças de lama borbulhantes e vapores saindo das fissuras — ótimo para fotos e para sentir o ambiente.
A viagem dura cerca de 45 minutos a uma hora, dependendo do trânsito e do clima.
Sim, há opções de transporte público perto de alguns pontos do trajeto.
Este passeio não é recomendado para gestantes devido à dificuldade da trilha.
Sim, haverá uma parada para apreciar a vista do Lago Kleifarvatn.
Não, o almoço não está incluído; leve lanches ou compre algo durante o trajeto, se quiser.
Seu dia inclui traslado de ida e volta de pontos centrais em Reykjavik, transporte em veículo com ar-condicionado e WiFi, guia local profissional que lidera as trilhas pelos locais da erupção do vulcão Fagradalsfjall e paradas pela Península de Reykjanes — incluindo fontes termais de Gunnuhver, Lago Kleifarvatn, área geotérmica de Seltún, farol Reykjanesviti e Ponte Entre Continentes — além do uso de lanterna caso necessário nos meses mais escuros, retornando à noite.
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