Você vai rodar pelos cenários mais selvagens da Islândia com um grupo pequeno — caminhe atrás das cachoeiras do Círculo Dourado, explore geleiras perto da lagoa Jokulsarlon, relaxe nas Termas Naturais de Mývatn (opcional) e aviste baleias em Dalvik. Espere conversas reais com locais, café da manhã no hotel todo dia e mais ovelhas do que imagina. Aqui não é só riscar lugares da lista, é sentir a Islândia na pele.
O tour tem 7 dias e percorre toda a ring road da Islândia.
Sim, há uma caminhada curta no glaciar Vatnajokull com guia certificado; os crampons são fornecidos.
Não, a entrada nas Termas Naturais de Mývatn não está inclusa, mas pode ser adicionada após a reserva.
O café da manhã está incluído todas as manhãs na acomodação.
Sim, há busca pela manhã em Reykjavik no início do tour.
A opção padrão é quarto compartilhado; viajantes solo podem pagar a mais para quarto individual.
A idade mínima é 8 anos.
O tour é para todos os níveis de preparo, mas é necessário usar botas de caminhada resistentes para o glaciar.
Seu pacote inclui café da manhã diário, seis noites de hospedagem ao redor da ring road (quarto compartilhado, a menos que faça upgrade), transporte em grupo pequeno com Wi-Fi grátis a bordo, busca em Reykjavik no primeiro dia e todas as paradas programadas, de cachoeiras a vilas de pescadores — com guias locais especialistas que lideram as caminhadas e contam histórias pelo caminho. Equipamento para caminhada no glaciar é fornecido; extras opcionais como as Termas Naturais de Mývatn podem ser adicionados após a reserva.
Saímos de Reykjavik naquela luz azulada do amanhecer, aquela que faz parecer que estamos escapando antes do mundo acordar. Nossa guia, Sigrún, apontava silenciosamente para as paisagens enquanto dirigia — primeiro os tapetes de musgo em Thingvellir, depois o vapor subindo do Geysir. Lembro do estrondo do Gullfoss, tão forte que parecia vibrar no peito. O ar perto da cachoeira tinha um cheiro metálico sutil, e minhas luvas já estavam molhadas em Seljalandsfoss, mas eu nem ligava. Passar por trás daquela cortina d’água era como entrar num lugar secreto.
O dia seguinte foi todo dedicado ao gelo. Calçamos crampons para uma curta caminhada no glaciar Vatnajokull, com o Jónas nos guiando — ele ficava checando as botas de todo mundo como um pai preocupado. Na lagoa glaciar Jokulsarlon, fiquei parado admirando os blocos de gelo azul-branco flutuando perto das focas. O vento da Diamond Beach queimava o rosto, mas depois fez o café na pousada parecer ainda mais gostoso. Os fiordes do leste eram mais tranquilos — estradas sinuosas, ovelhas por toda parte (elas realmente ficam soltas), e a vila de pescadores Djupivogur, onde experimentamos um peixe seco que até hoje não sei se gostei.
Depois de um dia longo entre campos de lava e fontes termais, chegamos às Termas Naturais de Mývatn — a água leitosa estava quente o suficiente para esquecer que meus dedos estavam congelados desde Akureyri. Alguém disse que dava para sentir cheiro de enxofre antes de ver as piscinas, e era verdade. Risadas ecoavam entre as pedras e o vapor subia para o céu infinito do norte. O passeio de observação de baleias em Dalvik foi melhor do que eu esperava — uma jubarte apareceu bem perto do barco e todo mundo ficou em silêncio por um instante. Até a guia sorriu como criança.
Quando voltamos para Borgarnes e a península de Snaefellsnes, perdi a noção do tempo — confundia qual cachoeira ou cratera tínhamos visto primeiro. Reykholt tinha um clima diferente: histórias antigas grudadas nas pedras, Sigrún nos contando sobre Snorri Sturluson enquanto espiávamos sua piscina histórica (provavelmente pronunciei tudo errado). O monte Kirkjufell parecia surreal sob as nuvens baixas. É engraçado como sete dias podem parecer longos e curtos ao mesmo tempo — ainda lembro daquele momento na areia preta, com o vento gelado no rosto.

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