Você vai embarcar num barco familiar em Húsavík para uma observação de baleias de verdade, com guias locais que conhecem cada onda e montanha. Prepare-se para momentos próximos com jubartes (e talvez golfinhos ou papagaios-do-mar), além de histórias e chocolate quente no convés. O ar frio desperta, e ver esses animais de perto fica na memória muito depois de voltar à terra firme.
Descemos até o porto de Húsavík, com as mãos enterradas nos bolsos porque o vento do norte da Islândia corta como uma faca. Nossa guia—Björg, disse ela com um sorriso—ajudou a gente a entrar nessas roupas grossas de flutuação (sério, me senti uma criança com aquele macacão de neve). O barco, Moby Dick, balançava suavemente no cais. Tinha um cheiro leve de sal, diesel e talvez café vindo da garrafa térmica de alguém. Subimos a bordo sem saber bem o que esperar, só com uma coisa na cabeça… baleias? Tomara que sim.
Björg logo começou a apontar as coisas—ela cresceu ali, sabia o nome de todas as montanhas do outro lado da baía de Skjálfandi (eu já esqueci quase tudo) e tinha um jeito de fazer todo mundo rir sem esforço. Enquanto navegávamos rumo às montanhas Kinnarfjöll, eu ficava de olho na água procurando qualquer sinal de movimento. Sempre que alguém achava que via algo—uma barbatana ou um jato d’água—ficava um silêncio, e aí, do nada, surgia uma jubarte arqueando o corpo. Nem consegui preparar a câmera; fiquei parado de boca aberta. O som quando ela apareceu foi mais suave do que eu imaginava. Parecia um suspiro depois de prender a respiração por muito tempo.
Também vimos golfinhos-brancos passeando por ali, e Björg ficou animada com uns papagaios-do-mar flutuando nas ondas (ela chamou eles de “palhaços do mar”, e essa expressão ficou na minha cabeça). Ela explicou que seguem regras rígidas para não incomodar as baleias—sem perseguições ou motores barulhentos perto delas—e isso me fez sentir melhor por estar ali. Em um momento, alguém me ofereceu um chocolate quente de uma garrafa velha (acho que era do tio dela?) e, sinceramente, foi um dos melhores momentos. O ar gelado, o chocolate levemente doce, todo mundo juntinho no convés tentando não derrubar nada enquanto o barco balançava.
O passeio durou cerca de três horas, mas ao mesmo tempo pareceu mais longo e mais curto—até hoje lembro do primeiro vislumbre da cauda da baleia espirrando água no ar. Na volta para Húsavík, tentei gravar na memória como a costa parecia naquela luz cinza, mas a lembrança é traiçoeira. Se você for, fique atento—nunca sabe qual surpresa vai aparecer na água.
O passeio dura cerca de 2,5 a 3 horas do começo ao fim.
É comum avistar jubartes e baleias-minke; às vezes aparecem também baleias-azuis,-fin e orcas.
Sim, eles costumam aparecer entre maio e meados de agosto, junto com outras aves marinhas.
Sim, macacões de flutuação e coletes salva-vidas são oferecidos para garantir conforto e segurança.
Sim, você ganha 20% de desconto no Museu das Baleias ao mostrar seu cartão de embarque.
Sim, mas bebês precisam ficar no colo de um adulto durante o passeio.
Sim, eles seguem rigorosamente o Código de Conduta Islandês para Observação Responsável de Baleias.
Seu dia inclui macacões de flutuação e coletes salva-vidas para conforto a bordo do Moby Dick, todas as taxas já pagas, além de 20% de desconto no Museu das Baleias de Húsavík ao mostrar seu cartão de embarque após o passeio.
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