Você vai caminhar pelo glaciar Sólheimajökull com crampons de verdade, passar atrás da cachoeira Seljalandsfoss (prepare-se para se molhar) e ficar na areia preta de Reynisfjara vendo as ondas selvagens do Atlântico — tudo com um guia local experiente e em grupo pequeno para mais conforto. Essas lembranças ficam com você muito depois de ver as luzes de Reykjavik de novo.
O tour dura cerca de 12 horas, incluindo o transporte saindo de Reykjavik.
Sim, o passeio inclui uma caminhada guiada pelo glaciar Sólheimajökull.
Sim, o transporte de ida e volta em pontos de ônibus selecionados em Reykjavik está incluso.
Use roupas quentes em camadas, capa impermeável e botas de trilha com bom suporte para o tornozelo.
Não, o almoço não está incluído; leve sua comida ou compre durante as paradas.
A idade mínima para participar é 8 anos.
O tour é em grupo pequeno, com no máximo 18 pessoas por minibus.
Você receberá arnês, piquetas, capacete e crampons para garantir a segurança na caminhada.
O seu dia inclui transporte confortável em minibus com WiFi, pickup e drop-off em pontos selecionados de Reykjavik, todo o equipamento necessário para o glaciar como capacete e crampons, além de um guia que fala inglês e conhece cada detalhe da costa sul da Islândia antes de voltarmos à noite.
Não esperava me sentir tão pequeno ali, na beira do Sólheimajökull. O vento cortava como um choque, perfeito para despertar quem ainda estava sonolento depois do pickup cedo em Reykjavik. O nosso guia, Jón, me entregou um capacete e os crampons — ele fez uma piada sobre “moda islandesa” que quebrou o gelo (literalmente). Lembro do barulho dos meus passos sobre a superfície azulada e de como tudo ficou silencioso quando paramos por um instante. Dá para ouvir a água correndo lá dentro do glaciar. É meio assustador, mas de um jeito bom.
Começamos pelo Seljalandsfoss — aquela cachoeira que dá para passar por trás. Achei que seria lotada de turistas, mas a névoa gelada que bateu no rosto foi um choque revigorante depois de tanto café. Minha amiga tentou tirar uma selfie e quase deixou o celular cair na lama (mas não deixou). Depois fomos para a Skógafoss, que é mais barulhenta e tem um ar mais antigo. O Jón contou uma história local sobre trolls que vivem nas falésias — peguei só metade porque fiquei hipnotizado com o arco-íris que apareceu na névoa.
O último ponto foi a praia de Reynisfjara. A areia preta é mais áspera do que eu imaginava, quase como pedrinhas, e perto das colunas de basalto você sente que está em outro planeta. As ondas do Atlântico aqui são selvagens; o Jón não parava de avisar para não chegar muito perto (essas ondas gigantes não são brincadeira). O cheiro de sal misturado com terra vulcânica grudou na minha jaqueta por horas. No caminho de volta para Reykjavik, o grupo ficou em silêncio — talvez cansado ou só absorvendo toda aquela imensidão e silêncio. Até hoje penso naquela vista do glaciar, principalmente quando o barulho da cidade fica demais.

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