Fique atrás de cachoeiras poderosas, veja icebergs azuis na Lagoa Glacial Jökulsárlón, faça uma caminhada com guia local dentro de uma gruta de gelo natural e caminhe pelas praias de areia preta da Islândia neste tour de 3 dias saindo de Reykjavik. Tem espaço para histórias, silêncio e, se a sorte ajudar, até a Aurora Boreal — só não esqueça as meias quentinhas.
Este tour na Islândia dura três dias e inclui duas noites de hospedagem.
Sim, o serviço de busca e retorno em pontos selecionados de Reykjavik está incluso.
Não precisa de equipamento especial — só roupas quentes para o frio e calçados confortáveis para caminhada, conforme orientação do operador.
Você conhecerá as cachoeiras Seljalandsfoss e Skógafoss, além de outras pelo caminho.
A idade mínima é 8 anos, por questões de segurança.
As refeições não estão inclusas; o café da manhã é servido nos hotéis, mas os demais alimentos ficam por conta do participante.
O roteiro pode ser ajustado pelo guia para garantir a segurança — às vezes o trajeto ou as atividades mudam por causa do clima.
A Aurora Boreal não é garantida, pois depende do clima e da atividade solar, mas você tem chance de vê-la entre agosto e maio.
Seu tour de três dias inclui busca nos hotéis de Reykjavik, transporte guiado em minibus com WiFi, entradas para atrações como a Lagoa Glacial Jökulsárlón e uma gruta de gelo (ou caminhada no glaciar se as cavernas estiverem inacessíveis), duas noites de hospedagem perto de Vík/Kirkjubæjarklaustur com café da manhã, visitas às cachoeiras Seljalandsfoss e Skógafoss, além dos principais pontos do Círculo Dourado antes do retorno a Reykjavik à noite.
"Você já viu uma cachoeira por trás?" perguntou nosso guia Jón enquanto saíamos da van perto de Seljalandsfoss. Achei que era brincadeira até estarmos realmente atrás daquela cortina d’água, com o spray molhando minha jaqueta e o barulho tão forte que parecia vibrar no peito. O ar tinha cheiro de pedra molhada e musgo — um aroma intenso, quase metálico. E isso foi só a manhã do primeiro dia do tour pelo Círculo Dourado e Costa Sul saindo de Reykjavik; já me sentia longe da minha rotina.
A viagem entre os pontos parecia virar as páginas de um livro de paisagens: campos de lava cobertos por um verde macio, cavalos pequenos com crinas selvagens (tentei tirar uma selfie, mas eles só queriam comer grama), e depois os gêiseres em Geysir — o Strokkur jorrou bem quando eu tentava filmar, e eu pulei tanto que só gravei o céu. Jón tinha histórias para tudo; mostrou onde as placas tectônicas se encontram em Thingvellir e contou sobre o parlamento que se reunia ali há mil anos. É impressionante pensar que as pessoas se juntam nesses lugares selvagens há tanto tempo.
Mas nada me impactou tanto quanto a Lagoa Glacial Jökulsárlón. Chegamos cedo no segundo dia — o vento frio soprando da água, os icebergs flutuando, azuis e antigos. Algumas focas apareceram, curiosas mesmo. Também passamos pela Diamond Beach; areia preta com pedaços de gelo espalhados como se alguém tivesse derrubado uma caixa de cristais. O destaque mesmo foi a “gruta de gelo” — entrar numa delas foi surreal. A luz azul profunda, o silêncio quase absoluto, só o som das nossas botas rangendo no chão congelado. A guia do glaciar, Ása, explicou como essas cavernas mudam todo ano; ela brincou que no próximo inverno o túnel favorito dela pode nem existir mais.
O último dia foi mais tranquilo, e eu gostei assim. A praia de areia preta Reynisfjara parecia ainda mais dramática sob as nuvens cinzas, as ondas batiam forte, fazendo a gente recuar instintivamente (Jón não parava de avisar sobre as “ondas sorrateiras” — ele não estava brincando). Skógafoss era barulhenta e cheia de spray; subir as escadas me deixou sem fôlego, mas a vista das planícies compensou tudo. No caminho de volta para Reykjavik, todo mundo ficou em silêncio vendo o vulcão Hekla aparecer entre as nuvens. Às vezes, faltam palavras para descrever o que se vê por aí.

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