Você parte de Galway pela Wild Atlantic Way, pega o ferry rápido para Inisheer sentindo o vento do Atlântico, explora ruínas antigas e praias com tempo para andar ou pedalar, depois navega sob e caminha no topo dos imponentes Cliffs of Moher antes de voltar passando por vilarejos costeiros. Um dia cheio de surpresas e ar puro do mar.
O tour sai de Galway às 9h e retorna por volta das 19h30.
Não, o almoço não está incluído, mas há tempo para comer num pub em Doolin.
Não, os bilhetes de ida e volta entre Doolin e Inisheer já estão incluídos na reserva.
Sim, se preferir não fazer o cruzeiro sob os penhascos, pode esperar no cais de Doolin pelo grupo.
Inclui transporte de ônibus, guia/motorista local, bilhetes de ferry para Inisheer e entrada para os Cliffs of Moher.
Tempo suficiente para caminhar, alugar uma bicicleta ou um pony & trap (custo extra).
Não, os assentos são livres; você escolhe ao embarcar.
Sim, funciona faça chuva ou faça sol, então vista-se para o clima irlandês.
Seu dia inclui transporte de ônibus saindo de Galway com um guia-motorista local cheio de histórias, bilhetes de ferry rápido ida e volta entre Doolin e Inisheer para sentir o spray do Atlântico, além da entrada para caminhar no topo dos Cliffs of Moher antes de voltar pelas belas estradas costeiras com conforto.
Saímos de Galway pouco depois das nove — ainda meio sonolento, mas havia algo em ver a cidade ficando para trás que me animou. Nosso motorista, Michael, contava histórias que faziam até as colinas rochosas do Burren parecerem vivas (ele brincava que conseguia ver uma ovelha a um quilômetro de distância). Pelas janelas do ônibus, flashes de campos verdes e muros de pedra cinza passavam enquanto descíamos para Doolin. Pensei comigo: é exatamente isso que eu imaginava quando ouvi falar da “Wild Atlantic Way”.
Doolin parecia estar prendendo a respiração — tranquilo, mas não parado, com pescadores conversando perto dos barcos e o cheiro de fumaça de turfa no ar. Pegamos o ferry para Inisheer; eram só vinte minutos, mas o spray do mar molhou tudo (meu cabelo ficou grudado por horas). Na ilha, tentei cumprimentar um senhor no cais com um “Dia dhuit” — ele sorriu e corrigiu minha pronúncia tão suavemente que quase não percebi. Caminhando por aquelas estreitas boreens entre cercas de pedra e flores silvestres, dá para entender por que Inisheer é tão tradicional. Tem um naufrágio enferrujado numa ponta da praia e uma igreja afundada quase tomada pela grama. Fiquei ali um tempo só ouvindo o som dos pássaros marinhos e risadas distantes de crianças de bicicleta.
O ferry de volta passou bem perto dos Cliffs of Moher — sério, vê-los de baixo é outra coisa. Você olha para cima e só vê pedra pura e aves voando. Alguém apontou um puffin (eu tentei enxergar direito; talvez fosse só uma gaivota?). De volta a Doolin, almoçamos num pub; não está incluído, mas vale a pena só pelo pão escuro. Depois seguimos para caminhar no topo dos penhascos. O vento quase levou meu chapéu duas vezes. Tem um momento em que você fica na beirada (mas sem exagerar) e tudo fica em silêncio, só o som das ondas batendo lá embaixo. Ainda lembro daquela vista quando o barulho toma conta lá em casa.
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