Você vai pular dos penhascos de Cornwall para as águas selvagens do Atlântico, escalar pedras escorregadias com guias experientes ao lado e nadar por fendas secretas perto da praia de Fistral em Newquay. Cada momento é registrado em GoPro para você reviver esses pulos depois — e sim, o neoprene te mantém aquecido mesmo com o coração acelerado.
Não é necessário ter experiência prévia — só precisa se sentir confiante na água e saber nadar pelo menos 50 metros.
A atividade dura cerca de três horas, incluindo preparação e o tempo na água.
Sim, todo o equipamento é fornecido: roupa de neoprene de 5mm, capacete, colete salva-vidas, botas e luvas (no inverno).
Sim, fotos e vídeos feitos com GoPro estão incluídos para você guardar os melhores momentos sem custo extra.
A base fica na famosa praia de Fistral, em Newquay, a poucos passos do ponto de partida.
Se for reservar sozinho, entre em contato antes — eles não fazem sessões só para uma pessoa, mas ajudam a encontrar um grupo para você.
A atividade acontece durante o ano inteiro; no inverno, as sessões são só nos fins de semana e com equipamentos extras para aquecer.
É preciso saber nadar 50 metros com segurança; um bom condicionamento físico é recomendado devido às escaladas e nados.
Seu dia inclui o uso completo de uma roupa de neoprene de 5mm (com botas e luvas se estiver frio), capacete, colete salva-vidas para segurança em todos os saltos e nados — além de fotos e vídeos feitos com GoPro para você não perder nenhum momento selvagem pela costa de Cornwall.
Eu não fazia ideia do que esperar do coasteering em Newquay. Já tinha visto alguns vídeos — gente pulando de pedras no mar, sorrindo feito doida — mas ali, na praia de Fistral, com o neoprene grudado na pele e o vento trazendo o gosto do sal no rosto, tudo parecia muito mais real. Nosso guia Sam distribuiu capacetes e brincou sobre a “coragem dos cornos”, arrancando risadas de todo mundo, menos de mim (que ainda encarava as ondas). O neoprene, surpreendentemente, estava quentinho — parecia um abraço de uma foca meio molhada.
Começamos a escalar aquelas pedras pretas, escorregadias de algas, enquanto Sam apontava os percebes e contava como essa parte de Cornwall foi moldada por tempestades durante séculos. O primeiro salto não foi alto — uns dois metros talvez? Mesmo assim, meu coração acelerou quando olhei pra baixo. “Vai, só pula!”, alguém gritou atrás de mim, e eu pulei. A água bateu gelada e borbulhante nos meus ouvidos, mas, pra ser sincera, viciei. Depois disso, escalamos penhascos, deslizamos por fendas onde a água tinha cheiro forte de mar, e nadamos por cavernas que ecoavam nossas risadas (e uns palavrões nervosos). Em um momento, perdi uma bota numa poça entre as pedras — Sam pescou ela e só sorriu, como se aquilo fosse rotina.
Quando a sessão de três horas acabou, meus braços estavam pesados, mas com uma leveza estranha. Ficamos todos encharcados nas pedras enquanto Sam mostrava as fotos da GoPro — uma imagem meio borrada no ar, com eu me debatendo, que fez todo mundo rir. Tem algo mágico em se ver fazendo algo que achava impossível. Voltando para a praia de Fistral, com o neoprene rangendo e o cabelo duro de sal, já me peguei planejando a próxima vez. Essa mistura de nervosismo e energia selvagem — ainda lembro da vista lá do alto antes do salto.
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