Você vai rodar por estradas de montanha sinuosas com um guia local que conhece cada história (e cada ovelha), passear entre pedras antigas no Castlerigg Circle, provar o famoso gingerbread de Grasmere onde Wordsworth caminhou, e ver a luz brincando em oito lagos diferentes. É um passeio tranquilo, mas cheio de vida — se deixar, essas paisagens vão ficar com você para sempre.
O passeio dura cerca de meio período à tarde, com tempo para paradas para fotos e pequenas caminhadas sem pressa.
Sim, o pickup está incluído em vários pontos centrais, como Bowness-on-Windermere e a estação de trem de Windermere.
Você terá tempo para parar na famosa loja de gingerbread de Grasmere — a degustação é mais do que recomendada!
O grupo é pequeno — no máximo 7 pessoas por minivan, para garantir conforto e atenção.
Sim, todas as taxas de entrada dos locais visitados já estão inclusas no preço da reserva.
Tem um pouco de caminhada — algumas subidas e terrenos irregulares — mas nada pesado; recomendamos usar calçados confortáveis.
O tempo muda rápido — até no verão — então leve uma capa de chuva com capuz para garantir.
Não são permitidas crianças menores de 7 anos; todos os passageiros precisam ter assento próprio comprado.
Sua tarde inclui pickup em pontos centrais como Bowness-on-Windermere ou estação de Windermere, viagem em minivan com ar-condicionado, WiFi e portas USB, todas as entradas do roteiro, paradas frequentes para fotos e ar fresco (e gingerbread!), além de histórias e acompanhamento de um guia local experiente, com retorno ao ponto inicial.
Não esperava o vento bater tão forte no rosto no Kirkstone Pass — juro que achei que meu chapéu tinha voado de vez. Nosso guia, Pete, só sorriu e disse que aquele era o “clima típico do Lakeland”. Depois daquele sopro gelado, a van parecia um abraço quentinho, e eu até curti. Começamos em Bowness-on-Windermere (com pickup fácil) e, em poucos minutos, já estávamos subindo estradinhas estreitas, com ovelhas nos encarando como se fossem donas do pedaço. Tentei contar os lagos, mas perdi a conta depois do Derwentwater porque o Pete não parava de apontar nomes que eu mal conseguia pronunciar — Ullswater, Bassenthwaite — enquanto contava histórias de poetas e antigas cidades mineradoras. Ele tinha um jeito de fazer até as ovelhas parecerem lendárias.
Depois, fomos ao Castlerigg Stone Circle, que parecia até falso diante daquelas montanhas — como se alguém tivesse colocado ali só pra dar um toque dramático. O clima ficou silencioso; até o casal tagarela de Manchester ficou quieto por um instante. Passei a mão numa das pedras (sei que não devia, mas não resisti) e ela estava mais fria do que eu imaginava. De volta à van, alguém distribuiu gingerbread de Grasmere — quentinho, com aquele sabor doce e picante que grudava nos dentes de um jeito gostoso. A lojinha tinha cheiro de Natal guardado num armário. Pete disse que só três pessoas sabem a receita. Não sei se é verdade, mas combina com o lugar.
Paramos no Surprise View e, sim, o nome faz jus — dá pra ver o Derwentwater se estendendo lá embaixo e o Bassenthwaite brilhando ao longe, além do que o Pete jurava ser a Escócia num dia claro (mas não estava tão claro assim). A luz mudava o tempo todo sobre os fells; ora dourada, ora cinza. Em Rydal Water, assistimos gaivotas brigando na margem e alguém até entrou na água até o joelho (doido!). Aí perdi totalmente a noção do tempo — tem algo em passar por esses vales que faz a gente esquecer de horários e notificações do celular.
Até hoje lembro do trecho final por Ambleside: casas de ardósia juntinhas perto dos riachos, crianças chutando bola perto da Bridge House enquanto a chuva ameaçava, mas nunca caía de verdade. Não é nada espetacular o tempo todo — são pequenos momentos que se acumulam até você perceber que viu metade do Lake District numa tarde só, sem pressa ou sensação de estar sendo levado feito mala.
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