Você vai caminhar por ruas centenárias com um estudante ou ex-aluno de Cambridge, visitar a King's College Chapel se reservar antes, e depois deslizar de punt pelo Rio Cam passando por colégios e pontes lendárias. Histórias reais, momentos tranquilos à beira da água e um olhar exclusivo sobre a vida estudantil — com tempo para tirar todas as dúvidas.
O passeio a pé dura 90 minutos; o passeio de punt, 45 minutos.
Somente se você escolher essa opção no momento da reserva — não dá para adicionar durante ou depois do tour.
Estudantes atuais ou ex-alunos da Universidade de Cambridge conduzem ambas as partes do tour.
O passeio de punt começa na estação Scudamore's Mill Lane, após a pausa do tour a pé.
O passeio é acessível para cadeirantes; o punt pode acomodar usuários de cadeira de rodas com ajuda ou acompanhante.
Use calçados confortáveis para andar nos paralelepípedos; roupas adequadas ao clima, pois os passeios são ao ar livre.
Sim — bebês podem ir em carrinhos; há assentos especiais para punting.
Seu dia inclui um tour a pé de 90 minutos guiado por um estudante ou ex-aluno de Cambridge (com histórias sobre a história e tradições dos colégios), acesso opcional e autoguiado à King's College Chapel se reservado antes, além de um passeio de punt de 45 minutos pelo Rio Cam passando por oito colégios e nove pontes — com bastante tempo para perguntas durante o trajeto.
"Aqui dá para quase ouvir Newton pensando," disse nosso guia, meio sorrindo enquanto passávamos pelo Corpus Clock, com seu gafanhoto dourado marcando o tempo. Nunca tinha reparado como o ar tem um cheiro leve de livros antigos e café vindo de uma cafeteria próxima — ou talvez fosse só minha imaginação. Nossa guia, Anna, usava um lenço azul vibrante (tradição dos alumni), e tinha histórias para tudo: por que Trinity e St John’s vivem se estranhando, qual pub Darwin frequentava, até como funciona a formatura para quem tem sorte de chegar lá. Ela não enfeitava nada — contou tudo na lata sobre as tradições estranhas e como é realmente estudar aqui. Gostei disso.
Demos uma passada rápida no The Eagle — não para beber (era quase meio-dia), mas para Anna mostrar os rabiscos dos pilotos da Segunda Guerra Mundial no teto. Tem algo especial em estar num lugar onde pessoas discutiram, riram, talvez choraram por séculos; você sente isso na pele. O passeio a pé não é pesado — só cuidado se não estiver acostumado com paralelepípedos. Quando chegamos na King's College Chapel (eu tinha reservado essa opção antes), entrei sozinho. A luz do sol atravessava os vitrais de um jeito tão forte que quase doía nos olhos. Não sou religioso, mas... é difícil não se sentir pequeno sob aquele teto.
A melhor parte? O passeio de punt depois do almoço. Nos encontramos na Scudamore’s Mill Lane — nosso novo guia, Tom, tinha aquele humor seco que só quem estuda em Cambridge domina (“Se cair na água, finja que foi de propósito”). Deslizar pelo Rio Cam é mais tranquilo do que eu imaginava; só o som suave do remo e risadas abafadas de outros barcos. Passamos por oito colégios e nove pontes — a Mathematical Bridge parece impossível de perto, todas aquelas linhas retas formando uma curva perfeita. Tom contou fofocas sobre a ponte favorita da rainha Vitória (a Ponte dos Suspiros) e apontou quais colégios foram os primeiros a aceitar mulheres. O rio oferece uma vista secreta dos fundos de Cambridge que a maioria dos visitantes nem imagina.
Até hoje penso naquela vista ao pôr do sol pelas Backs — a luz batendo nas pedras antigas e a água ondulando sob nós. Não foi perfeito; quase deixei o celular cair no rio tentando tirar uma foto (Tom salvou). Mas, sinceramente? Isso me fez rir mais do que qualquer foto bonita poderia.
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