Você vai navegar fundo em Tanjung Puting num klotok, compartilhando café ao amanhecer e vendo orangotangos no Camp Leakey e outros pontos de alimentação. À noite, cogumelos brilhantes e talvez um tarsier aparecem nas caminhadas pela selva, antes de dormir ao som do rio. Com guias locais cuidando de tudo, desde o transfer até as refeições, só resta aproveitar e absorver cada momento.
O passeio dura 3 dias e 2 noites a bordo de um barco klotok.
Sim, o transfer de ida e volta do aeroporto de Pangkalan Bun ou do seu hotel está incluso.
Você dorme duas noites a bordo de um tradicional barco klotok.
Sim, todas as refeições estão incluídas, além de bebidas como café, chá, suco, leite e água mineral.
Sim, o Camp Leakey é um dos três acampamentos visitados para ver orangotangos.
Sim, bebês podem participar com assentos especiais; famílias são muito bem-vindas.
Sim, há uma caminhada guiada à noite para ver cogumelos brilhantes e, quem sabe, um tarsier.
Você pode ver macacos-narigudos, macacos-prego, martins-pescadores, tucanos, gibões e muito mais.
Sua viagem inclui transfer de ida e volta do aeroporto de Pangkalan Bun ou hotel, duas noites a bordo de um klotok com todas as refeições (e café ou chá à vontade), registro policial para segurança, água potável durante o dia — até suco ou Coca-Cola se quiser —, um guia em inglês que conhece cada curva do rio, além de caminhadas guiadas de dia e de noite pelos cantos mais selvagens de Tanjung Puting, com retorno seguro garantido.
A primeira coisa que percebi não foram os orangotangos nem a selva — foi o cheiro de café que vinha pelo rio ao amanhecer, misturado com um aroma terroso que até hoje não sei identificar. Nossa guia, Siti, me entregou uma caneca enquanto sentávamos no deck do klotok, esse barco de madeira que seria nossa casa por duas noites. O motor engasgou e acordou, e deslizamos pelo verde emaranhado de Tanjung Puting. Eu não parava de pensar: será que isso é mesmo Bornéu? Parecia que eu tinha entrado no sonho de outra pessoa.
Paramos no Camp Leakey justamente quando a floresta começava a ficar mais viva. Siti apontou um flash de laranja na copa das árvores — “aquele é o Tom”, sussurrou, como se estivéssemos encontrando um velho amigo e não um enorme orangotango macho. Mais tarde, no acampamento Pondok Tanggui, tentei pronunciar ‘macaco-narigudo’ (Li riu quando eu errei feio), enquanto gibões balançavam em algum lugar acima de nós. O ar estava denso, mas não pesado; de vez em quando uma brisa trazia um cheiro levemente doce, talvez de alguma flor que eu nunca vi.
À noite, depois do jantar no klotok (o arroz parecia mais gostoso do que o normal, talvez porque tínhamos merecido), seguimos nosso guarda florestal na escuridão, só com lanternas de cabeça e piadas nervosas para companhia. Cogumelos brilhavam perto dos nossos pés — parecia coisa de mentira até você piscar duas vezes. Alguém avistou um tarsier com aqueles olhos enormes; ele ficou imóvel e sumiu antes que eu conseguisse levantar a câmera. Dormir no barco foi estranho no começo, mas de manhã eu não queria mais sair. Ainda penso em acordar com aquele coro de pássaros e os chamados distantes dos macacos — agora os despertadores da cidade parecem tão sem graça.
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