Você vai explorar as colinas verdes de Coorg na Mercara Gold Estate, guiado por locais que contam histórias (e piadas) sobre o café e as especiarias cultivadas ali. Sinta o aroma fresco do cardamomo, visite o curioso Museu Mundial do Café, veja os grãos sendo selecionados à mão — e termine com um café coado da fazenda enquanto a chuva cai lá fora.
Fica a cerca de 8 quilômetros do centro de Madikeri.
Não, o terreno é inclinado e exige preparo físico moderado.
Inclui caminhada guiada pela fazenda, entrada no Museu Mundial do Café e uma xícara de café coado no final.
Sim, guarda-chuvas são disponibilizados nos dias de chuva.
Não, apenas uma xícara de café coado é oferecida ao final.
Sim, animais de serviço são permitidos durante o tour na fazenda.
Sim, existem opções de transporte público perto da fazenda.
O museu foi inaugurado em 19 de setembro de 2023.
Seu dia inclui um passeio guiado a pé pela plantação de café e especiarias da Mercara Gold Estate, perto de Madikeri — com muitas histórias pelo caminho — além da entrada no novo Museu Mundial do Café e uma xícara de café coado fresquinho no café da fazenda. Guarda-chuvas são fornecidos em caso de chuva para você continuar explorando com conforto.
Sabe aquele cheiro de terra molhada depois da chuva? Foi isso que senti ao entrar na Mercara Gold Estate, pertinho de Madikeri. Nosso guia — acho que era o Ajay — nos chamou debaixo da sombra de uma jaqueira, já brincando que o “horário de Coorg” é mais devagar que o relógio da cidade. O chão estava macio pela garoa da noite anterior, e eu ficava passando pelas videiras de pimenta que deixavam um cheiro verde e intenso nas minhas mãos. Começamos a andar entre as fileiras de pés de café, e o Ajay ia arrancando uma folha aqui, uma especiaria ali, para a gente sentir o aroma ou amassar entre os dedos. Não esperava que o cardamomo tivesse um cheiro tão doce e quase refrescante, tipo hortelã.
Tinha pássaro por todo lado — um deles não parava de assobiar lá no alto enquanto o Ajay contava que a fazenda cultiva café desde os anos 60, mas só começou a torrar os próprios grãos depois de 1998. Ele falava do processo como se fosse algo antigo e meio mágico (ou talvez fosse a cafeína já fazendo efeito). Meus sapatos ficaram enlameados, mas ninguém ligou; quando começou a garoar de novo, me deram um guarda-chuva. Passamos por trabalhadores que selecionavam os frutos vermelhos do café à mão — uma senhora sorriu para minha tentativa desajeitada de dizer “namaskara”. Ela riu, e eu acabei rindo junto.
O Museu Mundial do Café fica bem dentro da fazenda — meio inesperado, pra ser sincero. Não é grande, mas está cheio de moedores antigos e histórias de como o café viajou da Etiópia até Coorg. Tinha um mapa mostrando todos os lugares por onde o café passou; fiquei mais tempo do que devia, seguindo as linhas com o dedo. Depois, fomos para o café deles, onde servem um café coado forte, feito com os grãos da fazenda. Ainda lembro do primeiro gole — caneca quente nas mãos, chuva batendo no telhado, tudo cheirando a grãos torrados e terra molhada. Difícil esquecer.
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