Você vai pedalar uma e-bike de Amsterdam até o tranquilo campo de Waterland, provar queijos holandeses numa fazenda da vila, passar por moinhos e diques históricos e conhecer locais (e uns porcos surpreendentemente grandes). Prepare-se para o típico clima holandês, companhia descontraída e momentos que vão ficar na memória quando a cidade ficar barulhenta de novo.
O trajeto total tem cerca de 35 quilômetros ida e volta saindo do centro de Amsterdam.
Não, é recomendado só para quem tem experiência e equilíbrio bom para pedalar.
Você vai pedalar por Zunderdorp e Ransdorp, além de ver Broek in Waterland.
Sim, há uma sessão para provar queijos locais durante o trajeto.
Não, o ponto de encontro é no centro de Amsterdam, sem transporte incluso.
O passeio acontece faça chuva ou faça sol; se você não trouxer capa, fornecemos.
Sim, todos os participantes recebem capacete para segurança.
Chegue 15 minutos antes; atrasos podem impedir a participação.
Seu dia inclui o uso de uma e-bike holandesa com freios manuais e marchas, aluguel de capacete para segurança, capa de chuva caso não tenha trazido (confie, o clima aqui é imprevisível), além de um lanche típico e uma degustação de queijo antes do retorno de balsa para Amsterdam.
Mal saímos da Estação Central de Amsterdam quando nosso guia, Martijn, acenou para embarcarmos na balsa — bicicletas e tudo. A cidade ficou para trás, dando lugar a um silêncio estranho que só se sente perto da água bem cedo. O ar tinha aquele cheiro forte de rio misturado com algo doce vindo de uma padaria próxima (que nunca encontrei). As e-bikes pareciam quase fáceis demais no começo, mas logo me acostumei — principalmente quando começamos a seguir o antigo canal. Martijn apontou para o moinho d’Admiraal bem na hora em que alguns patos quase bateram na roda da minha frente. Ele contou um pouco da história do lugar — peguei só metade porque fiquei hipnotizado com o balanço dos juncos ao vento. É diferente mesmo aqui fora.
Chegamos em Zunderdorp e tudo desacelerou de repente — casas verdes de madeira, alguém estendendo roupa, duas crianças acenando das bicicletas (bem mais confiantes que eu). Em Ransdorp, Martijn quis mostrar a torre, mas confesso que minhas pernas agradeceram por ficar no chão um pouco. A degustação de queijo rolou sob um teto baixo de vigas, com cheiro de feno e algo mais forte; tentei falar “Gouda” direito, mas a Li riu de mim mesmo assim. O queijo era cremoso, salgado e, de alguma forma, parecia ainda melhor depois de pedalar por aquele espaço aberto todo.
A parte do dike Nieuwendammerdijk foi mais longa do que eu esperava — casas antigas de capitão alinhadas bem juntinhas, algumas com tinta descascando ou flores nas janelas. Em um momento passamos por uns porcos enormes fuçando na lama; um deles grunhiu tão alto que quase deixei o celular cair tentando tirar foto. Voltar para Amsterdam Norte foi estranho — parecia que tínhamos ficado fora muito mais que algumas horas. O barulho da cidade bateu diferente depois de tanto silêncio. Ainda penso naqueles campos verdes quando ouço bicicletas passando no paralelepípedo lá em casa.
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