Você vai seguir trilhas antigas de Fira a Oia com um guia local que conhece cada atalho e história pelo caminho. Prove lanches caseiros, passe por casas-caverna e campos de tomilho, e chegue em Oia justo quando a luz começa a mudar sobre as famosas cúpulas azuis. O lance aqui é aproveitar cada instante, não correr para o fim.
A trilha pela caldeira de Santorini de Fira a Oia leva cerca de 4 horas em ritmo moderado.
É preciso ter um preparo físico moderado; algumas partes são rochosas ou irregulares, mas nada técnico.
O percurso passa por Firostefani e Imerovigli antes de chegar em Oia.
Sim, água engarrafada e lanches são fornecidos durante a caminhada.
Sim, um guia local que fala inglês acompanha o grupo do começo ao fim.
O Skaros Rock oferece vistas vulcânicas únicas e ruínas históricas ao longo do caminho.
Não há traslado; o ponto de encontro é em local central em Fira.
A idade mínima para participar é 12 anos.
Seu passeio inclui um guia que fala inglês e conhece cada curva desses caminhos antigos da ilha, além de água engarrafada e lanches gregos simples distribuídos ao longo da trilha — o suficiente para manter sua energia até chegar às ruas à beira do penhasco em Oia.
“Vê aquela fileira de casas brancas lá no alto?” nossa guia, Eleni, perguntou enquanto espiávamos os penhascos fora de Fira. Era cedo, mas já fazia calor — aquele tipo de calor seco que deixa o protetor solar grudando na pele. Partimos pela borda da caldeira, passando por pequenas igrejas com cúpulas azuis e gatos preguiçosos tomando sol sobre muros de pedra. O caminho parecia mais antigo do que tudo que eu já tinha caminhado — às vezes calçado, outras só poeira e pedra — e Eleni apontava detalhes que eu nem notaria: uma figueira crescendo selvagem atrás de uma casa caída, o jeito que o mar mudava de cor conforme as nuvens se moviam.
Eu já tinha lido sobre a trilha da caldeira em Santorini antes de vir, mas é outra coisa estar ali de verdade. Em Imerovigli, fizemos uma pausa para água e uns docinhos de gergelim que a Eleni trouxe (quero até saber o nome deles). Perto do Skaros Rock, o vento aumentou e deu pra sentir o cheiro do tomilho no ar — alguém disse que ele sempre brota aqui depois da chuva. A vista do vulcão era tão ampla que me deu um leve vertigem. Conversamos sobre Atlântida (Eleni tinha suas teorias) e como as pessoas construíam suas casas nas cavernas para se refrescar no verão. Um morador local passou com seu burro, acenou sorrindo, mas não parou.
O último trecho até Oia pareceu mais longo do que eu imaginava — talvez porque minhas pernas já estivessem cansadas ou porque cada curva parecia um cartão-postal. Dizem que Oia é cheia de turistas, mas chegar a pé foi diferente; escapamos por ruas silenciosas até chegar na praça principal, onde todo mundo tirava fotos das famosas cúpulas azuis. Ainda lembro daquele primeiro olhar para os telhados empilhados sobre o mar — não é algo que se capta direito em fotos. Enfim, se fizer esse passeio de um dia de Fira a Oia, leve um bom tênis e vá no seu ritmo.

Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?