Você vai caminhar por trilhas sombreadas no Vale das Borboletas, talvez avistando borboletas raras ou caranguejos de água doce perto dos riachos, antes de seguir para o leste e explorar o vale verdejante de Sete Fontes. Encare o túnel estreito descalço ou relaxe à beira da água cristalina com um almoço num café local — tudo com transporte fácil saindo de Rodes ou Faliraki. Pode ser que saia com os sapatos molhados, mas as lembranças desses momentos de paz vão durar muito mais.
O passeio ocupa quase o dia todo, com 2 horas no Vale das Borboletas e cerca de 1h45 em Sete Fontes, além do tempo de deslocamento.
As borboletas (Panaxia quadripunctaria) aparecem geralmente em julho, agosto e setembro.
Sim, o transporte inclui pontos de coleta em Faliraki, Rodes Cidade, Ixia e Ialysos.
As trilhas têm terreno irregular e algumas subidas; é recomendável usar calçado adequado. Não são indicadas para quem tem mobilidade reduzida.
Sim, há um café em Sete Fontes onde você pode almoçar; a comida não está incluída, mas é vendida no local.
Sim — 6€ por pessoa na alta temporada e 3€ na baixa; a entrada em Sete Fontes é gratuita.
Você pode avistar borboletas Panaxia quadripunctaria (na temporada) e caranguejos de água doce Potamon rhodium no Vale das Borboletas.
Você pode passar descalço ou de sandálias; o túnel é escuro e tem água até os tornozelos, levando a um lago artificial.
O dia inclui transfer com ar-condicionado entre os pontos, com coleta em Faliraki, Rodes Cidade, Ixia ou Ialysos; mapas e instruções são fornecidos pelo motorista para você não se perder em nenhum dos vales. A taxa de entrada é cobrada apenas no Vale das Borboletas na alta temporada; a comida não está incluída, mas há tempo para almoçar em Sete Fontes antes de voltar relaxado — e talvez um pouco molhado — para o hotel.
Já estávamos há um tempo percorrendo a costa oeste de Rodes quando o motorista parou e nos entregou um mapa amassado — “Petaloudes”, disse ele, “sigam o rio.” O cheiro de pedra molhada e agulhas de pinheiro tomou conta assim que entramos no Vale das Borboletas. Eu ouvia a água correndo lá embaixo, mas o silêncio dominava, só quebrado de vez em quando por risadas de outros grupos. Em julho, nuvens de borboletas aparecem por aqui (Panaxia quadripunctaria — nosso guia parecia orgulhoso de falar o nome científico), mas mesmo em junho o lugar tem uma calma quase mágica, como se as árvores estivessem esperando algo. Quase tropecei numa raiz enquanto observava um caranguejo minúsculo passar — Potamon rhodium, que só existe aqui. Não esperava por isso.
Depois de duas horas explorando pedras cobertas de musgo e pontes de madeira, voltamos para o ônibus (o ar-condicionado foi um alívio). A viagem até Sete Fontes levou uns 45 minutos — tempo suficiente para notar como tudo lá fora parecia seco e dourado, bem diferente do verde fresco que deixamos para trás. Em Epta Piges, recebemos instruções (“voltem aqui!”) e seguimos sob castanheiras. Tem um túnel estreito que dá para atravessar — escuro, com água gelada até os tornozelos. Meu amigo me desafiou a ir primeiro; bati a cabeça no teto uma vez e saí piscando na luz do sol, numa lagoa atrás de uma pequena represa. Crianças jogavam pedras na água enquanto a avó observava de uma mesa de piquenique. Almoçamos no café perto das fontes — comida simples, mas juro que o queijo feta ali tinha um sabor melhor do que qualquer outro que já provei em casa.
Não sei se foi estar longe da multidão ou só ouvir o som das cigarras por uma hora, mas esses dois lugares ficaram na minha memória. Nosso motorista brincou sobre o “tempo grego” quando saímos atrasados (ninguém se importou). No caminho de volta para Rodes, fiquei pensando naquele silêncio do Vale das Borboletas e como ele parecia tão diferente de tudo na ilha.

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