Você vai compartilhar raki com moradores das vilas nas montanhas, brindar com espumante enquanto o sol se põe sobre as colinas de Creta, provar azeite de verdade e curtir um jantar numa taverna familiar. Com transporte incluso e um guia que parece um velho amigo, esse passeio noturno deixa você satisfeito — em todos os sentidos.
O passeio dura cerca de 6 horas.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel ou porto está incluso.
Você vai saborear um jantar cretense de três pratos numa taverna tradicional, com vinho à vontade.
Inclui espumante, água mineral, degustação de raki e vinho à vontade durante o jantar.
Sim, todas as áreas e meios de transporte são acessíveis para cadeirantes.
Bebês são bem-vindos, mas precisam ficar no colo de um adulto durante o transporte.
Sim, o roteiro inclui paradas em várias vilas típicas de Creta.
Sim, você vai provar azeite em uma das vilas visitadas.
Seu passeio inclui transporte de ida e volta do hotel ou porto, todo o trajeto pelas montanhas e vilas de Creta, degustações de azeite e raki com moradores locais, espumante com frutas frescas no pôr do sol em um mirante, além de um jantar cretense generoso de três pratos numa taverna familiar, com água mineral e vinho à vontade antes de voltar ao seu alojamento à noite.
A Maria acenou para a gente assim que saímos da van naquela primeira vila — acho que era Krousonas? Ela falava de um jeito suave, metade em grego, metade em inglês, e ria das minhas tentativas de dizer “kalimera”. O ar tinha cheiro de fumaça de lenha e ervas selvagens. Nosso guia Nikos nos entregou copinhos de raki (ainda não sei se é pra tomar devagar ou de uma vez) e contou que o tio dele ainda faz azeite do jeito tradicional. Eu sentia o calor das pedras sob minhas sandálias, mesmo com o dia quase acabando.
A estrada subindo as montanhas de Creta ficou mais esburacada depois disso — Nikos brincou que era uma “massagem cretense”. Em um ponto, paramos para ele mostrar um morro coberto de tomilho selvagem. O sol baixava, tingindo tudo de dourado. Quando chegamos ao topo daquela serra, só tinha umas cabras por perto e uma vista aberta até Heraklion. Abrimos uma garrafa de espumante (não era chique, mas estava gelado e com bolhas), dividimos pêssegos fresquinhos de uma caixa e ficamos ali um tempo. Ficou tão silencioso que dava pra ouvir os grilos. Não esperava me sentir tão em paz — talvez fosse a altitude ou só o fato de estar longe de tudo.
O jantar foi numa taverna onde parecia que todo mundo já conhecia o Nikos. A comida chegou rápido — cordeiro assado, saladas com tomate que realmente tinha gosto doce, pão ainda quentinho saindo do forno. Tinha vinho à vontade, mas depois do raki e do espumante eu preferi água por um tempo (sem arrependimentos). Alguém colocou uma música e dois velhinhos começaram a dançar perto da porta; ninguém fez alarde, só sorrisos. Voltamos descendo a montanha no escuro, com as janelas abertas, sentindo o cheiro da noite e dos campos de orégano lá embaixo. Fico pensando naquela luz nas montanhas — queria ter tirado mais fotos, mas talvez seja melhor guardar na memória.

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