Você vai caminhar por trilhas à beira do rio em Fontaine de Vaucluse, admirar os vinhedos do mirante em Gordes, passear pelas ruas ocre de Roussillon após o almoço e curtir a tranquilidade de Ménerbes antes de voltar para Avignon — tudo com transporte fácil e guias locais que conhecem cada atalho e história.
O tour dura cerca de 8 a 8,5 horas, incluindo o tempo de deslocamento entre os vilarejos.
O passeio inclui Fontaine de Vaucluse, Gordes, Roussillon e Ménerbes.
Não, o almoço não está incluído, mas há tempo livre em Roussillon para comer em cafés ou lanchonetes.
O grupo é limitado a 8 participantes por passeio.
O transporte inclui ponto de encontro central em Avignon; entre em contato caso chegue de carro para receber dicas de estacionamento.
Não, taxas como a da Trilha do Ocre (3,50€/adulto) não estão inclusas.
Sim; há assentos especiais para bebês e é possível usar carrinhos de bebê.
Os tours são conduzidos pela Veronica ou pelo Nicolas — os próprios fundadores da empresa.
Seu dia inclui transporte confortável em veículo com ar-condicionado e comentários ao vivo do guia. As taxas de estacionamento também estão cobertas — e sempre tem alguém cuidando do caminho ou compartilhando histórias enquanto você explora cada vilarejo, antes de voltar para Avignon no fim da tarde.
Eu sempre quis conhecer o Luberon — tem algo nesses vilarejos no alto das colinas que mexe com a gente antes mesmo de chegar. Então, quando o Nicolas nos buscou em Avignon (pontual, o que me surpreendeu), eu já estava animado. No começo o van estava silencioso, mas a Veronica soltou uma piada sobre os motoristas provençais e logo estávamos todos trocando histórias de viagem enquanto deixávamos a cidade para trás. Lembro do ar mudando — um cheiro fresco, meio de água de rio e folhas amassadas, quando chegamos em Fontaine de Vaucluse.
Fontaine parecia um segredo escondido atrás de cortinas de árvores. O rio Sorgue passa bem ali — cristalino, gelado, tanto que molhei os dedos e dei um pulo. Caminhamos por uma trilha sombreada até a nascente (é mais funda do que parece), passamos por um antigo moinho onde ainda dá para sentir o cheiro de papel molhado e cola de madeira se você chegar perto. Perdi a noção do tempo explorando lojas de antiguidades e vendo os moradores se cumprimentarem com pequenos acenos tão discretos que quase passam despercebidos.
Depois fomos para Gordes. O Nicolas quis que parássemos primeiro nesse mirante (“Você vai agradecer depois!”), e ele tinha razão — embora minhas fotos não façam justiça ao vale. A vila é toda feita de pedras e vielas sinuosas; me perdi duas vezes tentando achar uma sorveteria que alguém tinha indicado (achei no fim, o sabor pistache valeu a pena). Tem algo na luz que bate nessas pedras antigas que deixa tudo mais suave. Depois seguimos para Roussillon para o almoço — ocre por toda parte, até no ar parecia. Meu sanduíche tinha um leve gosto de alecrim (ou será que foi por ter passado perto daqueles arbustos?). Se der tempo, faça a Trilha do Ocre — seus sapatos nunca mais serão os mesmos.
Ménerbes foi nossa última parada, mais tranquila que as outras, mas com vistas tão amplas que dava vontade de sentar e ficar horas olhando. A Veronica apontou a antiga casa do Peter Mayle (fingi que não ligava, mas tirei uma foto mesmo assim). No caminho de volta para Avignon, todo mundo ficou meio sonolento e quieto — só o Nicolas cantando baixinho uma música pop francesa no rádio. Às vezes, um dia se encaixa melhor do que a gente espera; até hoje penso naquele rio verde-esmeralda quando preciso de um pouco de paz.

Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?