Desça fundo sob Paris com um guia local pelos túneis assustadores das catacumbas, normalmente fechados para turistas. Ouça lendas misteriosas entre paredes de ossos, veja inscrições centenárias e depois suba para a luz do dia ou escolha um cruzeiro opcional pelo Sena para um contraste. Uma experiência que fica na memória muito tempo depois.
São cerca de 130 degraus para descer e 85 para subir durante o passeio.
Sim, o passeio inclui entrada em áreas das catacumbas que não são abertas ao público geral.
Sim, há opções de transporte público próximas ao local.
A temperatura fica em torno de 14 graus Celsius.
O passeio inclui cerca de 1,6 km de caminhada subterrânea.
Este passeio não é recomendado para quem tem dificuldades de mobilidade ou ansiedade em espaços fechados.
Não, o almoço não está incluído, mas há tempo para visitar a loja de souvenirs no final.
O conteúdo de referência não especifica os idiomas oferecidos para este passeio.
Seu dia inclui uma descida guiada a mais de 20 metros abaixo das ruas de Paris com um guia local especialista, que conta histórias e lendas durante cerca de 1,6 km de caminhada pelos ossuários históricos — além de acesso a túneis especiais fechados para a maioria dos visitantes — e termina com tempo para visitar a loja das Catacumbas e garantir uma lembrança única. Você também pode adicionar um cruzeiro narrado opcional pelo rio Sena, válido por até um ano após a visita.
"Arrête! C’est ici l’Empire de la Mort," nossa guia anunciou sorrindo ao chegarmos na entrada das Catacumbas de Paris. Já tinha visto fotos antes, mas estar ali, a quase 20 metros abaixo da superfície, era outra coisa — mais frio, por exemplo, e o ar tinha um cheiro úmido de giz que grudava na minha jaqueta. Nosso grupo entrou atrás dela, o som dos sapatos batendo na pedra ecoando, e alguém sussurrou que parecia cheiro de livro antigo e chuva. Eu meio que concordei.
A Marie (nossa guia — nascida no 14º arrondissement, contou pra gente) mostrou como os ossos estavam empilhados em padrões quase artísticos. Ela até apontou um crânio que parecia estar sorrindo — talvez só minha imaginação. Contou histórias do porquê de tantos parisienses terem acabado ali (cemitérios lotados, principalmente), mas também falou de lendas estranhas sobre sociedades secretas que se reuniam ali à noite. Tentei imaginar, mas só senti arrepios. Tivemos acesso a túneis especiais — fechados para a maioria dos visitantes — e, sinceramente, perdi a noção do tempo lá embaixo.
Não esperava que fosse tão silencioso naquele ossuário. Um silêncio que envolve todo mundo; até as piadas paravam depois de um tempo. Em um momento, a Marie parou em frente a uma parede de fêmures arrumados quase como obra de arte — disse que, se olhar de perto, dá pra ver iniciais gravadas por trabalhadores de séculos atrás. Alguém tentou tirar foto, mas o flash assustou todo mundo. Depois do que pareceu uma eternidade e ao mesmo tempo só alguns minutos, subimos de volta para a luz do dia (minhas pernas estavam bambas por causa das escadas).
Terminamos perto da lojinha das Catacumbas — peguei um cartão postal porque não consegui comprar um chaveiro em forma de osso (achei estranho). Se quiser ver Paris de cima depois de tanta escuridão, tem a opção de um cruzeiro pelo Sena; não fiz na hora, mas fiquei com vontade. Até hoje, quando chove e o ar fica úmido e com cheiro antigo, lembro daqueles túneis sob Paris e fico imaginando o que mais estará escondido lá embaixo.

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