Você vai atravessar o Lago Taal em uma bangka local com guia, sentir o calor vulcânico sob os pés, provar frutas dos mercados de Tagaytay e ver como as erupções moldaram a terra e as vidas aqui. Prepare-se para paisagens que mudam, histórias sinceras dos moradores e momentos que ficam na memória.
Eu não esperava sentir cheiro de enxofre antes mesmo de ver o Vulcão Taal. Foi algo que apareceu de repente enquanto saíamos de Manila — um minuto estávamos no trânsito da cidade, no outro as janelas se abriram para o verde e aquele cheiro forte, meio ovo podre, invadiu o ar. Nosso guia, Paolo, sorriu e disse que isso significava que estávamos chegando perto. Ele conhecia todos os atalhos pelas estradas sinuosas de Tagaytay (e sabia onde estavam as barracas com os abacaxis mais doces). O ar parecia mais pesado, mas também mais puro do que em Manila — se é que isso faz sentido.
Paramos numa encosta onde a vista para o Vulcão Taal simplesmente se abriu. Ele não estava em erupção naquele dia, mas dava para ver as marcas deixadas pela última vez. Paolo apontou como o lago já foi maior — ele cresceu ali perto e lembrava quando os barcos de pesca chegavam até a casa do tio dele. Agora tem mais areia, menos água. É meio triste, mas também tem uma beleza crua. Eu ficava apertando os olhos para o horizonte porque às vezes parecia que a fumaça estava subindo de novo (não estava), e, pra ser sincero, meu coração acelerava toda vez que um pássaro passava voando.
O passeio de bangka pelo Lago Taal foi barulhento — motor roncando, água batendo na madeira — e tomei alguns respingos (Paolo riu e me entregou uma toalha como se já tivesse feito isso mil vezes). Tinha outros barcos também, principalmente locais indo para o mercado ou voltando para casa. O vento tinha um gosto meio metálico e quente; até hoje lembro daquela sensação na pele. Em um momento, passamos perto de umas redes flutuantes onde crianças acenavam para a gente — um delas tentou vender milho assado direto da canoa. Eu não tinha trocado, mas ele só sorriu mesmo assim.
Depois, caminhamos por um mini mercado em Talisay, Batangas — muitos cheiros de peixe seco, gente gritando preços em tagalo que eu não conseguia entender direito. Paolo comprou umas bananas pequenininhas para a gente (daquelas que se come em duas mordidas) e contou histórias de como as erupções mudaram tudo por ali ao longo dos anos. Voltamos para a van queimados de sol e cansados, mas estranhamente cheios de energia. Se você procura algo arrumadinho ou previsível, esse passeio não é pra você — mas se quer sentir como esse lugar pulsa de vida... então é.
Sim, o traslado gratuito de ida e volta está incluso para hotéis em Makati, Taguig, Ermita (Manila), Malate (Manila), Las Piñas, Muntinlupa e Pasay.
Você vai atravessar o Lago Taal de bangka para ver a ilha do vulcão de perto, mas sempre com segurança.
O tour passa por Tagaytay para vistas do interior e por Agoncillo/Talisay em Batangas para conhecer mercados locais.
Não há almoço incluso, mas há uma visita a um mini mercado onde você pode comprar petiscos locais.
Não, não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas cardiovasculares.
É usado um barco tradicional filipino de madeira com motor chamado "bangka".
Sim, todas as taxas e impostos estão incluídos no valor da reserva.
Seu dia inclui transporte com ar-condicionado e traslado gratuito dos hotéis centrais de Manila, todas as taxas e entradas pagas, além de um passeio guiado de bangka pelo Lago Taal, com retorno confortável ao final do dia.
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