Você vai embarcar em um avião com esquis em Talkeetna para um passeio aéreo sobre os glaciares e gargantas de Denali, guiado pelas histórias do piloto no seu fone. Pouse direto no glaciar — botas para o gelo inclusas — e sinta o silêncio selvagem do Alasca antes de voltar com aquelas vistas gravadas na memória.
O voo padrão dura cerca de 1 hora; com o pouso no glaciar, acrescenta mais 30 minutos.
Não há traslado; o check-in é feito na cabana de madeira no aeroporto estadual de Talkeetna.
Sim, bebês podem ir no carrinho ou no colo de um adulto durante o voo.
Leve óculos de sol, uma jaqueta leve (no verão) e bastante espaço na câmera; as botas para o gelo são fornecidas.
Sim, o piloto faz comentários sobre geologia e vida selvagem pelos fones individuais.
O passeio é indicado para todos os níveis de condicionamento físico.
Seu dia inclui check-in fácil na cabana de madeira do aeroporto estadual de Talkeetna, comentários do piloto pelo fone enquanto sobrevoa os glaciares e vales de Denali, além das botas especiais para o pouso direto no gelo antes de voltar para a cidade.
Sabe aquele momento em que você não sabe se está nervoso ou só animado? Foi assim que me senti chegando na cabana de madeira no aeroporto estadual de Talkeetna — o cheiro de pinho estava no ar, e dava para ouvir um burburinho baixo das pessoas esperando pelo passeio aéreo em Denali. Eu ficava checando a câmera, com medo de esquecer. Nosso piloto, Mike, distribuiu umas botas grossas para o gelo e sorriu: “Vocês vão precisar delas depois.” Na hora, não entendi muito bem.
O avião tinha esquis no lugar das rodas, o que me fez rir um pouco — parecia coisa de filme antigo de aventura. Quando decolamos, com os fones no ouvido, Mike começou a mostrar os rios serpenteando lá embaixo e contou como o vale Susitna moldou toda essa região. A luz refletia no gelo de um jeito que tudo parecia mais nítido que na vida real. Em um momento, ele fez uma curva para a esquerda para mostrarmos a Grande Garganta do Glaciar Ruth — 1.200 metros de gelo azul e branco sem fim. O silêncio lá em cima era só quebrado pela voz do Mike no rádio e alguém atrás de mim sussurrando um “uau”.
Pousar no glaciar foi... ainda penso naquele som crocante sob meus pés ao descer. O ar estava gelado — quase doce? — e no começo todo mundo ficou meio quieto, só olhando ao redor. Depois alguém tentou jogar uma bola de neve (errou feio) e todo mundo caiu na risada. Minhas mãos ficaram dormentes, mas nem liguei, porque sério, onde mais você fica rodeado só por montanhas e céu? A experiência foi ao mesmo tempo gigante e surpreendentemente íntima.
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