Você vai pilotar um UTV por trilhas reais do Deserto de Sonora perto de Scottsdale e Phoenix, guiado por um local que conhece cada curva e cacto. Prepare-se para poeira na pele, risadas no capacete, fotos grátis no meio da aventura e momentos de silêncio que você nem imagina num passeio off-road.
O passeio guiado dura cerca de 2 horas e percorre aproximadamente 32 km de trilhas na Tonto National Forest.
Não, o ponto de encontro é no estacionamento da trilha, onde seu carro estará esperando no final.
Água engarrafada é fornecida, mas é bom levar um pouco extra; use roupas confortáveis que possam sujar de poeira.
Sim, todos recebem capacetes integrais e óculos de proteção.
Os veículos são adequados para famílias, mas gestantes e pessoas com problemas na coluna devem evitar.
Os UTVs podem chegar a até 64 km/h, mas você pode ir no seu próprio ritmo.
Sim, são oferecidos lanches e água engarrafada durante o passeio.
O guia fará paradas regulares para fotos de ação e em grupo, todas gratuitas.
O seu dia começa no estacionamento da trilha perto de Scottsdale ou Phoenix, onde você receberá capacete e óculos antes de sair em um veículo off-road com um guia local. Água engarrafada e lanches são fornecidos durante o trajeto pela Tonto National Forest, além de fotos gratuitas para guardar a poeira — e talvez sua pose favorita com cactos — antes de voltar ao ponto inicial.
“Tem certeza que trouxe água suficiente?” Foi o que o Marco, nosso guia, perguntou enquanto estávamos ao lado daqueles robustos UTVs, levantando poeira fora de Scottsdale. O sol já queimava meu pescoço — seco e forte, mesmo sendo 9 da manhã. Capacetes colocados, óculos abaixados, alguém tocando uma música country meio arranhada no celular. O Deserto de Sonora parecia infinito daquele estacionamento, mas assim que entramos na Tonto National Forest, tudo virou movimento — areia levantando atrás da gente, cactos saguaro parecendo braços verdes estranhos acenando, ou talvez avisando para ficarmos longe.
Confesso que fiquei meio nervoso com essa história de “até 40 mph” (não sou nenhum Evel Knievel), mas depois dos primeiros dez minutos o Marco parou o grupo e reorganizou todo mundo. “Vai no seu ritmo,” ele disse. Eu fiquei um pouco para trás — sem vergonha nenhuma — e, pra ser sincero, foi ótimo para reparar aquelas florzinhas amarelas tímidas que apareciam entre as pedras. Teve um momento que paramos num leito seco de rio e só dava para ouvir o vento e a risada de alguém ecoando pelas colinas. Até hoje lembro daquele silêncio.
O Marco parava a gente de vez em quando — às vezes para mostrar um cacto barril ou perguntar se alguém precisava de mais água (sim, de novo), outras só para tirar fotos. Ele fez uma de mim com o cabelo todo bagunçado saindo debaixo do capacete, parecendo um tufão de poeira — fotos grátis fazem parte do passeio, o que é ótimo porque minhas mãos estavam tão sujas que nem dava para segurar a câmera direito. No fim dessas duas horas, meu rosto doía de tanto sorrir e tinha areia em lugares que eu nem imaginava. Voltamos para os carros cansados, mas com uma energia estranha — não esperava sentir tanta adrenalina só de andar pelo deserto.
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