Você vai remar pelo Cânion Kikacéki nas águas restauradas do Rio Klamath, ouvir histórias da remoção das barragens e da cultura indígena, almoçar à beira do rio e ver de perto como a natureza se recupera. Prepare-se para momentos de adrenalina e também de muita reflexão — essa experiência fica com você muito depois de secar.
O passeio cobre o trecho do antigo Reservatório Copco até o Reservatório Iron Gate no Rio Klamath; a distância varia conforme as condições.
Sim, o almoço faz parte do dia no rio.
A idade mínima é 12 anos.
Sim, eles contam histórias sobre a remoção das barragens e a cultura local durante o percurso.
Sim, o transporte de ida e volta até o rio está incluso.
Não é necessário ter experiência, mas é recomendada uma condição física moderada.
Todo o equipamento necessário, como roupas de neoprene, botas e jaquetas impermeáveis, é fornecido.
O passeio não é recomendado para quem tem lesões na coluna, problemas cardíacos ou está grávida.
Seu dia inclui transporte até os pontos de acesso ao rio, todo o equipamento para rafting como roupas de neoprene e jaquetas impermeáveis (para você não precisar se preocupar em levar nada extra), uma pausa para almoço à beira do rio e um guia experiente que conhece tanto a segurança nas corredeiras quanto as histórias que cada curva do Cânion Kikacéki guarda.
Já estávamos pulando as primeiras corredeiras quando percebi o quanto esse lugar devia ser diferente há apenas um ano. Nosso guia, Jamie, gritou algo sobre “o antigo Reservatório Copco”, mas, para ser sincero, eu estava mais focado em segurar o remo e não engolir água do rio. O ar tinha aquele cheiro forte e terroso que só aparece quando a terra ficou submersa por muito tempo e de repente volta a respirar. Troncos de árvores apareciam nas margens — fantasmas do que antes era um lago, explicou Jamie. É impressionante pensar que o Rio Klamath ficou preso ali por mais de cem anos e agora está... livre de novo.
Em um momento, entramos numa parte mais calma e Jamie começou a contar sobre a remoção da barragem — não só uma obra de engenharia, mas uma verdadeira saga para as tribos e comunidades ribeirinhas. Ela apontou umas pedras onde os salmões costumavam subir antes das barragens. Tentei imaginar aquilo — milhares de peixes nadando contra a corrente — e me emocionei sem saber bem por quê. Talvez fosse o verde novo ao redor, ou a voz dela ficando mais suave por um instante. De qualquer forma, dava para sentir que estávamos vendo algo renascer bem ali na nossa frente.
Almoçamos numa faixa de cascalho com pedras quentinhas pelo sol (meu sanduíche ficou meio arenoso, mas tudo bem). Alguém perguntou se o rio sempre foi assim — Jamie riu e disse que ninguém vivo lembra direito. Gostei dessa sinceridade. As corredeiras depois do almoço foram mais intensas do que eu esperava; dei uns gritos uma ou duas vezes. Quando chegamos perto do fim, no Iron Gate, meus braços já estavam mole, mas a cabeça mais leve do que há semanas. Difícil explicar — acho que só vivendo o Kikacéki para entender.
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