Você vai dar a volta em Maui com guias locais que te tratam como família — provar pão de banana na banca da família deles, nadar na praia de areia preta do Waiʻanapanapa se o tempo deixar, almoçar numa fazenda de flores perto de Hana e ouvir histórias que você não encontra em nenhum outro lugar. Se quer um passeio pela Road to Hana que seja pessoal (e com pickup), esse é o seu.
Sim, o pickup está incluso para quem fica na região de West Maui.
Sim, há tempo para nadar ou explorar o parque se o clima permitir.
Esse passeio faz o circuito completo de Maui no sentido inverso (estilo local) e é guiado por nativos havaianos cuja família vive na rota há gerações.
Sim, um almoço quente é servido estilo piquenique numa fazenda de flores perto de Hana.
Sim, você para numa banca de frutas da família famosa pelo pão de banana e aproveita petiscos e bebidas durante o dia.
O tour completo pela Road to Hana dura o dia todo por causa da distância e das paradas; o horário exato depende das condições.
Se o tempo permitir, há paradas para banho em parques estaduais ao longo do caminho (toalhas incluídas).
Não é recomendado para quem tem problemas na coluna ou saúde cardiovascular; confira os detalhes antes de reservar.
O dia inclui pickup no hotel em West Maui, café Kona gelado e petiscos tropicais logo na saída, transporte de luxo com ar-condicionado e toalhas para os banhos nas cachoeiras (se o tempo permitir), água mineral e sucos locais a bordo, uma mochila de lembrança com itens como protetor solar e balas de gengibre, além do almoço quente servido estilo piquenique na fazenda de flores perto de Hana antes de seguir pela costa selvagem do sul de Maui.
Já estávamos subindo por Upcountry Maui quando percebi que essa não era a típica Road to Hana. Nosso guia — Kaleo — cresceu por aqui e não parava de apontar onde suas tias moravam ou onde surfava quando criança. O ar tinha cheiro de grama molhada e café (eles já te entregam um café Kona gelado na saída, algo que não esperava, mas adorei). A estrada estava tranquila nesse sentido “reverso” — só nós, algumas caminhonetes e tantas curvas que minha cabeça até rodou.
Tentei contar as pontes, mas desisti depois de umas vinte e poucas. Em um ponto, paramos numa banca de frutas que, pelo que Kaleo contou, está na família dele há quarenta anos. Ele me ofereceu um pão de banana ainda quentinho — sério, devorei em três mordidas. Meu amigo tentou dizer “mahalo” direito e arrancou uma boa risada do primo do Kaleo que estava no caixa. Era como se estivéssemos visitando o quintal de alguém, não só passando.
A areia preta do Waiʻanapanapa State Park parecia surreal contra o azul do mar — parecia que alguém tinha aumentado demais o contraste das cores. Nadamos até a pele arrepiar com a água fresca, depois secamos ao sol com as toalhas que eles trouxeram (eu tinha esquecido a minha, sorte a minha). O almoço foi numa fazenda de flores, num abrigo aberto — o tipo de lugar que você nunca acharia sozinho. Ainda fico pensando no sabor daquele abacaxi fresquinho. A volta pela costa sul foi crua e selvagem; penhascos despencando direto no oceano, quase nada entre a gente e aquele espaço infinito.
Depois de passar pelas Wailua Falls, com a névoa refrescando o rosto e tudo cheirando a verde e vida, percebi como esse passeio foi diferente dos outros que já fiz. Não foi perfeito — meu cabelo ficou armado com a umidade e meus sapatos sujaram de lama — mas talvez seja por isso que ficou na memória.
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