Você vai sentir Maui na pele nesse passeio de ATV em Lahaina — dirija ou vá como passageiro por 1.400 acres de trilhas selvagens com vista para o mar, guiado por locais que conhecem cada curva enlameada. Prepare-se para risadas, terra vermelha, encontros com animais raros e momentos em que só se ouve o vento, o motor e o coração acelerado.
O passeio dura cerca de 2 horas do começo ao fim.
O ponto de encontro fica logo acima do Aeroporto de Kapalua, a poucos minutos da praia de Kaanapali e de Lahaina.
Sim, crianças precisam ter pelo menos 7 anos para andar como passageiras.
Sim, adultos com mais de 18 anos e carteira de motorista válida podem dirigir; motoristas devem ter mais de 25 anos para levar menores.
Use calçados fechados e roupas que possam sujar de poeira ou lama; cores escuras são as melhores.
Sim, todo o equipamento de segurança, incluindo capacetes e óculos, é fornecido pela Maui Off Road Adventures.
Não, o encontro é no local designado perto do Aeroporto de Kapalua.
Sim, animais de serviço são permitidos conforme informações adicionais do operador.
Seu dia inclui o uso de um Canam sport max 1000 UTV (para dirigir ou ir como passageiro), todo o equipamento de segurança necessário como capacetes e óculos fornecidos no local pela Maui Off Road Adventures, além do acompanhamento de guias locais experientes durante as duas horas de aventura pelas trilhas cênicas do Westside perto de Lahaina.
A primeira coisa que percebi foi como a terra vermelha grudava no meu tênis — parecia querer vir junto pra casa. Encontramos nosso guia bem perto do Aeroporto de Kapalua (ainda dava pra ouvir um avião decolando ao fundo), e ele distribuiu capacetes e óculos com um sorriso tranquilo, como se já tivesse feito isso mil vezes. O Canam UTV parecia coisa de filme de ficção científica — minhas mãos já coçavam pra dirigir. Nunca tinha pilotado um antes, mas, pra ser sincero? Foi libertador só de entrar.
Partimos por colinas que pareciam até surreais — verde descendo até o oceano, a luz do sol passando entre as nuvens. O motor era mais barulhento do que eu esperava; dava pra sentir a vibração no peito. Nosso guia apontava detalhes que eu jamais teria notado: plantas raras, passarinhos pequenos voando entre os galhos, até um lugar onde a chuva tinha formado rios no barro. Ele explicou que aquela área faz parte da Reserva Hídrica Pu’u Kukui — lar de espécies que você não encontra em nenhum outro lugar do mundo. Em uma parada, ele pegou uma folha e falou o nome em havaiano. A Li riu quando tentei repetir — acho que estraguei a pronúncia.
Em algum ponto da trilha, passamos por um trecho onde a lama espirrou no capô e no meu braço (deveria ter usado roupa escura, lição aprendida). Mas, sinceramente? Nem liguei. O ar trazia aquele cheiro salgado do mar lá embaixo e, de vez em quando, um toque doce no ar — talvez goiaba ou grama molhada depois da chuva da noite anterior. Crianças em outro UTV gritavam e se divertiam na nossa frente; até os pais pareciam adolescentes gritando. Era bagunçado, barulhento e, de um jeito estranho, perfeito.
Até hoje lembro do momento em que paramos numa vista panorâmica — o vento vindo do Pacífico, todo mundo em silêncio pela primeira vez, só o riso de alguém ecoando pela colina. Se você procura algo chique ou polido, esse passeio não é para você. Mas se quer sentir Maui na pele e levar histórias que ficam mais tempo do que qualquer souvenir... aí sim.
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