Você vai remar seu próprio caiaque pelo Rio Wailua em Kauai com um guia local, fazer uma trilha pela floresta de verdade (sim, seus pés vão molhar), e chegar em Secret Falls para nadar sob a cachoeira. Aproveite um sanduíche fresquinho à beira da água antes de voltar remando e caminhando — vale a lama nos sapatos.
O passeio inclui cerca de 6,5 km de caiaque ida e volta e 5 km de trilha.
Sim, inclui sanduíche de peru fresco, frutas e água.
Sim, é recomendado usar sandálias resistentes ou sapatos fechados, pois os pés vão molhar nas travessias do rio.
Sim — basta avisar o escritório com pelo menos 48 horas de antecedência para pedir opções especiais.
O passeio é indicado para pessoas entre 5 e 70 anos; não recomendado para grávidas, quem fez cirurgia recente ou tem mobilidade reduzida.
A trilha é moderada, com travessias em pedras soltas; as condições variam conforme o clima.
Sim, dá para nadar na piscina da cachoeira; sempre siga as orientações do guia para sua segurança.
Seu dia inclui caiaques duplos com remos e encostos, bolsas impermeáveis para seus pertences, além de um sanduíche artesanal de peru com frutas e água — tudo guiado por alguém que conhece as histórias de Kauai enquanto vocês remam e caminham juntos pela floresta.
Não esperava que meus braços começassem a queimar tão rápido, mas, na real, remar pelo Rio Wailua é mais hipnotizante do que cansativo. A água tem um verde cristalino, cheia de reflexos das palmeiras e daqueles explosões de flores de gengibre. Nosso guia, Kaleo, mantinha um ritmo tranquilo — ele contou onde os primeiros havaianos chegaram depois de cruzar das Marquesas (o que parecia impossível pra mim) e explicou que “Wailua” significa duas águas. Tentei repetir umas palavras em havaiano e só levei risada — mas de um jeito bom. Curti que todo mundo estava descalço ou com aquelas sandálias enlameadas; ninguém aqui tá preocupado em parecer arrumado.
A trilha começou logo depois que encostamos nossos caiaques duplos na margem. Não demorou pra meus sapatos ficarem encharcados — você cruza o rio quatro vezes no caminho para Secret Falls, pisando em pedras soltas que se mexem. O ar é quente e pegajoso, com cheiro de terra molhada e folhas de goiaba esmagadas sob as botas. Em um momento, escorreguei (sem nenhuma graça), mas o Kaleo só sorriu e disse que isso acontece com todo mundo. A floresta parecia viva — pássaros gritando lá no alto, samambaias roçando nas minhas pernas.
Secret Falls não é tão secreta assim (tinha outros grupos lá), mas o impacto é real quando você vê: uma queda d’água de 33 metros caindo numa piscina gelada que desperta a pele na hora. Mesmo assim, todo mundo entrou na água — mesmo se você não sabe nadar, ficar embaixo daquele spray é como apertar um botão de reset na cabeça. O almoço foi simples: sanduíches de peru bem embalados em papel manteiga, frutas mais doces que o normal, provavelmente porque a gente mereceu. Sentado ali, com cabelo molhado, comendo ao lado de estranhos que viraram amigos de repente… até hoje lembro daquela vista.
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