Você vai sair de Kanab em um 4WD com um guia local rumo às curvas silenciosas e às camadas coloridas do arenito do Peek-a-Boo Slot Canyon. Caminhe por passagens estreitas onde fósseis ficam à vista e ouça histórias dos povos antigos que deixaram suas marcas aqui. Espere menos multidões, tempo para fotos e momentos de verdadeira tranquilidade — além de água mineral incluída para a jornada.
São cerca de 45 minutos de carro de Kanab até o Peek-a-Boo Slot Canyon.
Sim, é adequado para todos os níveis de condicionamento físico conforme as informações fornecidas.
Você vai viajar em um veículo 4WD dirigido pelo seu guia — não é um UTV.
Sim, animais de serviço são permitidos.
Não, o passeio não inclui almoço; água mineral é fornecida durante o tour.
Não, comparado a lugares como o Antelope Canyon, aqui tem bem menos gente.
O passeio inclui transporte, mas não especifica se é em hotéis; confirme com o operador.
Esse passeio não é recomendado para gestantes ou pessoas com problemas na coluna ou saúde cardiovascular.
Seu passeio em grupo pequeno inclui transporte em Kanab (num confortável 4WD conduzido pelo guia local), entrada no Peek-a-Boo Slot Canyon com histórias sobre sua história e geologia, tempo para explorar no seu ritmo as passagens sinuosas do canyon, além de água mineral para se manter hidratado durante o trajeto.
Já parou para pensar como é o som do silêncio de verdade? Eu não tinha, até sairmos de Kanab naquele 4WD empoeirado, com as janelas abertas só o suficiente para sentir o cheiro do sagebrush. Nosso guia, Mark — nascido aqui, com os braços queimados de sol — apontava para as falésias enquanto balançávamos na estrada. “Isso é arenito Navajo,” disse ele, como se fosse um velho amigo. Tentei gravar na memória a luz batendo naquelas cores de laranja queimado e vermelho, mas, sinceramente, foto nenhuma faz justiça.
A viagem já foi parte da aventura — meus dentes até tremeram nos trechos mais esburacados (não use branco se for desastrado como eu). Quando finalmente paramos, um silêncio tomou conta, quase fazendo meus ouvidos zumbirem. O slot canyon parecia tímido no começo: estreito, sinuoso, com sombras abraçando cada curva. Mark nos contou sobre fósseis escondidos nas paredes; passei a mão numa delas e senti uma pequena saliência — vida antiga marcada na pedra. Ele riu quando eu tentei decifrar uns petroglyphs. “Você vê um lagarto?” perguntou. Eu disse que talvez — podia ser qualquer coisa.
Esperava encontrar multidões, mas não, só nosso grupo pequeno e o som suave da areia sob as botas. O ar dentro do canyon era mais fresco que lá fora — quase doce — e cada passo ecoava diferente dependendo de quem estava na frente ou atrás. Fizemos uma pausa para beber água (incluída, graças a Deus) e trocamos histórias sobre outros cânions que já tínhamos visitado; alguém mencionou o Antelope Canyon, mas concordou que esse era mais íntimo. Tem algo em andar por esses corredores apertados que faz você prestar atenção — na sua respiração, no som da sua própria voz, que parece menor.
Na volta para Kanab, Mark apontou onde a chuva às vezes alaga o canyon (“Hoje não vai rolar,” ele sorriu). Minhas botas estavam cheias de poeira vermelha — até hoje não consegui limpar direito. De vez em quando me pego pensando naquele silêncio fresco entre as paredes ou em como a luz do sol deixava tudo com um ar mais antigo e suave ao mesmo tempo. Sabe como é?
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