Você vai explorar Hell’s Kitchen com um guia local que conhece todos os atalhos — e os melhores pratos. Use seu crédito em paradas surpresa para refeições de verdade (não só degustações), troque histórias com outros viajantes, pegue dicas do metrô e saia com o estômago cheio e novos lugares favoritos que só os moradores conhecem.
O tour oferece um crédito de US$22 por pessoa, que geralmente cobre uma refeição completa em 4 a 5 paradas.
Opções vegetarianas estão disponíveis na maioria das paradas; opções sem glúten existem, mas são limitadas — avise com antecedência se precisar.
Sim, as escolhas de comida durante o passeio formam um almoço completo, não apenas pequenas amostras.
Sim, crianças são bem-vindas desde que acompanhadas por um adulto; carrinhos de bebê também são permitidos.
Todas as áreas e superfícies são acessíveis para cadeiras de rodas; informe após a reserva se precisar pular a parte do metrô.
A caminhada cobre vários quarteirões em Hell's Kitchen; espere um ritmo moderado durante toda a experiência.
Seu dia inclui um passeio guiado por Hell’s Kitchen com um especialista local licenciado, crédito de US$22 para escolher seus pratos em cada parada (quantidade suficiente para o almoço), dicas práticas do metrô para economizar durante a viagem e recomendações sinceras de restaurantes para aproveitar além do tour.
Alguém já está acenando com um MetroCard no ar e soltando uma piada sobre “cardio à moda nova-iorquina” antes mesmo de começarmos. Nosso guia — Matt, rápido com nomes e histórias — reúne o grupo numa esquina que cheira a alho assado e chuva no asfalto quente. Eu não esperava me sentir tão parte do bairro, mas ali estamos, a poucos quarteirões da Times Square, e mesmo assim parece outra cidade. Disseram que as paradas seriam surpresa. Confesso que gostei de não saber o que vem a seguir.
O primeiro lugar é pequeno, com janelas embaçadas e placas escritas à mão coladas por todo lado. Matt incentiva a gente a usar o crédito da comida do jeito que quiser (ele já viu gente pedir três empanadas só porque podia). A mulher do balcão sorri quando eu erro o pedido em espanhol — corrige com jeitinho e me entrega algo quentinho e crocante que como em pé, do lado de fora. Por um momento, só se ouve mastigar e alguém rindo de uma trapalhada com o molho. É um clima amigável, sem pressa; ninguém está correndo.
Na terceira parada já estou satisfeito, mas um cheiro de padaria invade a calçada e não consigo resistir. Matt aponta um mural do outro lado da rua enquanto esperamos pelo doce (ele chama de “açúcar obrigatório”). Entre uma mordida e outra, ele dá dicas de metrô e conta quais lugares valem a pena voltar depois. Um casal da Alemanha pergunta sobre opções sem glúten; dá para se virar se avisar antes, mas as escolhas são limitadas.
Fico pensando naquele trecho final de caminhada, quando o grupo já estava mais solto e as pessoas começaram a trocar histórias das suas cidades. O tour não é chique nem engessado — parece mesmo alguém mostrando seus lugares favoritos porque quer que você coma bem ali também. E sim, meus sapatos ficaram encharcados numa poça perto da 9th Ave, mas, sinceramente? Valeu só por aquela parada na padaria.
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