Você vai caminhar pelas ruas históricas de Galveston com um guia local, ouvindo histórias reais de crimes e os segredos das mansões antigas — de serial killers a sobreviventes de furacões. Prepare-se para rir, se arrepiar e sentir uma conexão inesperada com a história do Texas, tudo isso sem precisar entrar em nenhuma casa. A mistura de histórias assustadoras e momentos humanos vai ficar com você muito depois do tour acabar.
Sim, o passeio é acessível para cadeirantes em calçadas públicas.
Sim, bebês e crianças pequenas podem ir em carrinhos ou carrinhos de bebê.
Não, todas as mansões são residências privadas e não permitem entrada.
O tempo exato não é informado, mas dura cerca de 1 a 2 horas, como um passeio a pé padrão.
Não, o ponto de encontro é no local de início do passeio.
Sim, um guia local experiente acompanha todos os grupos.
Você verá mansões históricas, ouvirá histórias reais de crimes — incluindo sobre um serial killer — e visitará lugares como a biblioteca pública mais antiga do Texas.
Sim, animais de serviço são aceitos durante todo o percurso.
Sua noite inclui um passeio guiado pelo distrito histórico de Galveston, com várias paradas para ouvir histórias em frente a mansões famosas e pontos turísticos como a Biblioteca Rosenberg — tudo conduzido por um guia local que dá vida a cada relato, em calçadas acessíveis para carrinhos e cadeiras de rodas.
Confesso que o que mais me chamou atenção na hora de reservar esse tour a pé pelas Mansões e Assassinatos em Galveston foi mesmo a parte do “assassinato”. A gente acha que conhece um lugar só pelas fotos ou aquela história do furacão, mas aí você está parado na frente de uma casa antiga de tijolos, ouvindo o guia (o nosso foi o Mark — que mora aqui há séculos) contar sobre um serial killer que se passava por uma mulher surda e muda chamada Dorothy. É estranho como o ar pesa em certos lugares, como se a calçada guardasse segredos que ninguém fala em voz alta.
Começamos pela Biblioteca Rosenberg — que dizem ser a biblioteca pública mais antiga do Texas ainda em funcionamento. Quando alguém abriu a porta, senti aquele cheiro leve de papel antigo, e me peguei imaginando quantos segredos aquelas paredes devem esconder. O Mark parou em frente a uma mansão vitoriana com detalhes de “gingerbread” super elaborados. Ele mostrou onde a água do furacão já chegou na parede de tijolos (na altura da cintura, se conseguir imaginar), e contou sobre uma mulher que costumava fazer festas ali para quem aparecesse com fome depois das tempestades. Não esperava sentir tanta coisa boa misturada com as histórias de fantasmas.
O passeio não é só sobre crimes — tem muita história curiosa também. Passamos pela que dizem ser a primeira casa de tijolos do Texas, e o Mark contou sobre a dona original, uma mulher que usava roxo todos os dias durante quarenta anos. Em um momento, ele tentou imitar o sotaque dela e falhou feio, o que fez todo mundo rir (ele inclusive). O sol ficava se escondendo atrás das nuvens; parecia até que o clima queria ouvir a conversa.
Você não entra em nenhuma dessas mansões — todas são residências particulares — mas, sinceramente, olhar pelas grades de ferro e ver as luzes tremeluzindo nas varandas já é um barato. Em alguns momentos, andando pela Broadway, me peguei olhando para trás sem motivo. Então, se você curte lendas locais ou quer ver um lado diferente de Galveston além das praias, vale muito a pena passar a noite assim. Até hoje lembro daquela casa do “lugar mais sombrio” toda vez que escuto o piso ranger à noite.

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